Meu Pequeno Príncipe...Era assim que eu chamava meu
bebê...Meu Pequeno Príncipe Joaquim Arthur...Joaquim foi a escolha do pai dele,
para homenagear o avô paterno que faleceu o ano passado e Arthur, eu escolhi
por ser nome de Rei, e meu filho sendo um príncipe, merecia um nome a altura...rs...Coisas
de mães corujas!
Sempre tive vontade de ser mãe, sempre foi meu sonho desde
pequena. Sempre quis ter uma família, casar na igreja, ter filhos etc...Talvez
muitas mulheres não sonham mais com isso, hoje em dia, mas eu sonhava.
Eu e o pai do meu filho não moramos juntos, só namoramos a
quase 5 anos.
Ano passado, em Julho (2011), fui fazer uns exames e a
médica me perguntou se eu tinha útero bicorno, eu respondi que não sabia e
perguntei o que era isso. Ela explicou que é um útero dividido. Perguntei a ela
se eu poderia ter filhos e ela disse que era difícil e quis saber se nem
fazendo tratamento...Ela me respondeu: Impossível.
Fiquei super triste, cheguei em casa e chorei muito!Acho que
ela não precisava falar daquela forma. Entrei na net e pesquisei sobre útero
bicorno para saber e descobri que pode engravidar sim, a única coisa é que
corre risco de aborto espontâneo prematuro ou tardio e parto prematuro. No mês
seguinte, em agosto, descobri que estava grávida. Acho que relaxei e tudo
acabou acontecendo. É claro, relaxei esperando que não engravidasse como a
médica que fez o exame falou e esperando que eu engravidasse. Quando engravidei
fiquei super feliz! Minhas amigas também. Elas diziam que Deus quis mostrar
para mim que a médica estava errada e que eu podia engravidar sim. Eu frequento
o perseverança, quer dizer, faz um tempo que não vou, mas pretendo voltar. Na
época que descobri ter útero bicorno, fui ao Perseverança e conversei com uma
mulher. Contei a história toda e por coincidência ela me falou que os médicos
também diziam que ela não podia ter filhos e ela teve dois. Até isso, Deus fez
eu conversar com a pessoa certa.
O primeiro pré-natal que fiz foi com um médico que me
encaminhou para uma doutora que cuida de gravidez de risco, não vou citar o
nome dela porque não convém. Ela me passou logo no nosso primeiro contato para
eu tomar um remédio para segurar o bebê, eu deveria tomar até a 35ª semana.
Minha gravidez apesar de ser de risco foi normal, nunca tinha tido um
sangramento até o dia 13/02/2011 quando fui ao pré-natal, o último que fiz
antes do meu Pequeno Príncipe nascer. A médica nesse dia me deu os parabéns e
disse que na próxima visita iria me dar a carta de licença maternidade, com 35ª
semanas.
Eu iria completar 31 semanas no dia 14/02, quando tive meu primeiro
sangramento. Foi um sangramento leve e eu fui ao pronto socorro com minha mãe.
Lá a médica fez exame de toque e disse que nem parecia, por ser leve e que eu
era para ficar de repouso. O engraçado é que não me deu um atestado para alguns
dias. O sangramento era tão leve que até sumia no absorvente. No dia 15/02 tive
novamente sangramento leve, só que um pouco mais que o dia 14/02 e voltei ao
médico. Quando ela me viu, a mesma, perguntou o que eu estava fazendo lá. Eu
expliquei que estava com sangramento leve, mas um pouco mais que o dia
anterior. Ela estava com um outro médico que me examinou, não fez exame de
toque, colocou um aparelho, parecendo uma conxinha e ele falou que era
realmente leve. Ela me disse que era para eu ter repouso absoluto, mas como?Ela
não me deu um atestado. Sou professora, está certo que meu horário desse ano
está mais tranquilo, mas se era para ter repouso me desse atestado para uns
dias e dissesse para eu não sair da cama. Voltei para casa. No dia 16/02 dei às
duas aulas a tarde que eu tinha e quando estava em casa, deitada na cama,
assistindo TV senti algo. Pensei comigo: Será que é sangramento? Mas quando fui
ver era água. Chamei pela minha mãe e minha cunhada. Fui ao banheiro, tomei
banho, e aí sim começou a sangrar mesmo. Fui ao médico com minha mãe, chegando
lá, fiz a ficha e uma moça me deixou passar na frente dela. O médico que me
atendeu disse que eu iria ficar internada, mas pediu antes para me examinar.
Fez exame de toque. Percebi que ele ficou apavorado! Ele dispensou todos os
pacientes, pediu que descessem para o térreo e chamou outro médico. O médico
que fez a minha cirurgia. Bom, este também fez exame de toque. Ele me disse que
tentaria salvar o meu filho e eu quis saber se tinha algo errado. Ele disse que
era por se tratar de um bebê prematuro e que bebês prematuros precisam de mais
cuidado e tem mais facilidade de pegar infecção. A minha mãe disse que o
primeiro médico, o que me atendeu, falou que ao fazer exame de toque sentiu até
a mãozinha do bebê. O que eu não mencionei ainda é que estava com a placenta
baixa. No dia 15/02, a médica até me disse que eu tinha placenta baixa, que
estava até no meu cartão pré-natal. Mas pra falar a verdade eu nunca nem
percebi e nem me preocupava, porque nunca engravidei e não sabia o que era
placenta baixa, não sabia que era perigoso. Minha médica mesmo não explicou
sobre a placenta baixa, ela escreveu apenas. No primeiro dia do sangramento
fizeram um ultrasom com urgência e o bebê estava normal, só o que indicava era
a tal da placenta. Enfim, meu filho nasceu dia 16/02 às 21:42h. Eu rezava muito
na sala de parto e falava muito! Ele chorou bem fraquinho, parecia um gatinho
miando. Os médicos me mostraram ele, eu mandei um beijinho e disse que o amava.
Nem o vi direito, pois foi muito rápido. No dia seguinte, 17/02, eu e meu
namorado fomos na U.T.I Neo visitar o bebê, eu fiquei triste por vê-lo entubado
e achava que ele respirava com dificuldade. O meu namorado não, disse que
estava feliz por ver que o nenê estava bem e que eu estava sendo pessimista. Eu
não conseguia pensar em uma coisa boa e positiva. No dia seguinte fui visitar
meu bebê, às 15:30, parece até que ele estava me esperando. Ele já tinha
passado mal pela manhã, mas eu não sabia. Quando eu estava lá, não quis pegar
nas perninhas dele ou mãozinhas como o dia anterior, pois fiquei com medo dele
pegar uma infecção, sei lá, por insegurança. Ele passou mal na minha frente, a
máquina começou a fazer barulho e as enfermeiras corriam tentando fazer algo,
salvar o meu filho. O médico pediu para eu chamar o meu namorado e me explicou
que meu filha era o estado mais grave da Neo, apesar de ter feito alguns exames
que deram negativo, de já ter engordado 45 g etc. O engraçado é que meu filho
nasceu com quase oito meses e 1600. Teve bebês que nasceram com 960 g, 500 g,
ou seja, menos que ele. O médico também me falou que o pulmão do meu bebê
estava sangrando e não parava e que não sabia se meu Pequeno Príncipe iria
sobreviver. Liguei para meu namorado, que chegou rapidamente ao hospital. Pedi
que ele fosse falar com o médico sozinho, pois estava sem coragem de ir. Depois
que conversou com o médico, ficamos esperando no meu quarto para ver se os
antibióticos faziam efeito e depois de alguns minutos, acho que 30 minutos mais
ou menos, não sei, porque pareceu uma eternidade o médico nos chamou. Mas eu
não fui só meu namorado. Bom, meu filho tinha falecido e meu namorado desceu
chorando dizendo que nosso príncipe tinha ido para o seu reino. Foi duro!Está
sendo muito difícil!O chá do Joaquim Arthur seria dia 10/03, eu tinha mandado
fazer o convite a altura dele.

Enterramos nosso filho no dia 19/02.
Tem horas que eu estou bem, mas tem momentos que me bate uma
tristeza e eu choro muito. Meu namorado tem uma filha de 13 anos, mas meu bebê
é o meu primeiro filho. Estava indo tão bem apesar de ser uma gravidez de risco
e eu estava feliz com isso. Faltava tão pouco! Meu filho ia nascer em Abril,
mas mesmo tendo nascido prematuro queria que ele estivesse vivo, pois tantas crianças
nascem prematuras e conseguem sobreviver. Meu filho lutou durante dois dias,
mas Deus quis levá-lo. Eu não estou revoltada com Deus, mas estou muito triste.
Não quero encontrar culpados, mas eu li na internet, depois que isso aconteceu
que quem está com a placenta baixa e tem sangramento leve sem dor, que era o
meu caso, tem que ser internada. Mas o meu convênio não fez isso. Então, fico
com imaginando se eles tivessem feito, se de repente meu filho ainda estivesse
na minha barriga e aguentaria até o mês do seu nascimento. Sei que se Deus
quisesse, se fosse da vontade dele, meu filho estaria entre nós, mas não era
para ser, mas vocês sabem, fica a dúvida. Até culpada eu já me senti. Meu filho
passou muito nervoso, porque eu sou uma pessoa muito nervosa, mas eu imagino
que ele se foi não por causa disso. Além de ser meu Pequeno Príncipe agora ele
virou meu meu Anjinho de luz, da Guarda e eu jamais o esquecerei. Eu o amo
muuuito!!!Peço a Deus que cure o meu útero, que ele não seja empecilho para uma
nova gestação e que na próxima gestação a minha placenta não seja baixa, que
seja normal, como deve ser, pois quero um irmãozinho ou irmãzinha para o
Joaquim. Sei que não irá substituí-lo, mas quero fazer por meu segundo filho o
que não pude fazer para o meu príncipe. Mas tenho medo de acontecer tudo
novamente e passar por todo esse sofrimento de novo. Então, o meu espírito
também tem que ser curado!
Mãe eu já sou, realizei o meu sonho, mas não era dessa forma
que eu queria. Queria meu filho de volta, ao meu lado, para eu mostrar a ele
todo o meu amor e carinho. Para poder fazer com ele tudo o que sempre fiz pelos
meus sobrinhos, que eu amo de paixão!Mas não tive nem o privilégio de ter o meu
filho nos meus braços, de dar de mamar. Peço a Deus para secar o meu leite
porque meu filho não está aqui, no dia em ele faleceu começou a sair bastante
colostro, agora sai pouco e de vez em quando.
Só uma observação a mais. Acho os médicos muito insensíveis,
pois quando fui ao médico no dia 15/02, minha mãe perguntou a médica do pronto
socorro o que aconteceria se meu bebê nascesse prematuro e ela disse que o bebê
morreria. Precisava ela falar isso? Nem todos os bebês que nascem prematuro
morrem, o meu infelizmente faleceu. Dá uma raiva de ficar lembrando de tudo o
que ouvi desses médicos. Outra coisa. Eu tive que correr feito uma louca com
minha mãe para tirar minha licença maternidade e a médica do pré-natal
simplesmente nem apareceu para conversar comigo depois do meu filho ter
falecido. Só a vi no dia 17/02, no dia seguinte do nascimento do meu bebê. Acho
que foi muita falta de respeito da parte dela. Esses médicos tem que ter um
pouco mais de coração e sensibilidade, não precisam ser tão duros!
Oi amiga, sinto muito pelo Joaquim Arthur se Deus quiser com certeza você terá sim outro bebezinho.
ResponderExcluirConcordo com você amiga, a falta de sensibilidade destes médicos é um absurdo, nem parecem que são humanos, não conseguem enxergar a dor do próximo, não podemos generalizar porque também existem médicos bons, mas hoje em dia a maioria só pensa em dinheiro e esquecem o juramento que fizeram quando se formaram.
Que Deus possa confortá-la assim como Ele tem me confortado a cada dia.
Cecylia
Obrigada pela força Cecylia. Talvez tudo isso tenha acontecido conosco porque precisamos evoluirmos algo em nós. Não sei, só Deus sabe. Fique com Deus!
ResponderExcluirOi Wanne sinto muito pelo seu anjinho Joaquim Arthur me chamo kathia e faz 3 meses q perdi a minha anjinha Lais com 9 meses de gestação por erro medico.Concordo quando vc disse q os medico estão insensíveis pois logo quando perdi minha filha, o médico disse para meu marido q meu problema agora era de cabeça q eu tinha de me cuidar, ele usou essas mesma palavras. É amiga sei q esses primeiros meses é muito difícil mai força e q Deus fez o melhor para nós anjos.Bjus
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