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São José do Rio Preto, São Paulo, Brazil
Meu nome é Cecylia sou casada há 14 anos com o Paulo Henrique, tenho uma menina que se chama Débora hoje ela está com 12 anos. Sei exatamente como você esta se sentindo, porque já passei por isto também, perdi o meu bebê quando estava grávida de 7 meses e meio, foi morte intra-uterina no dia 09/10/2007 seria o meu segundo filho um menininho. Eu tive dengue com três meses de gestação a geneticista que me atendeu disse que o vírus da dengue pode ter entrado através da placenta e atingindo o feto e com 7 meses e meio ele desenvolveu hidrocefalia, juntou água na cabecinha dele. Como você eu sofri muito e até hoje sofro, porque não é fácil aceitar. Dói muito amiga, é uma dor que parece que não tem fim. Se você precisar conversar sobre tudo que lhe aconteceu estou a disposição. Se você já passou por isto escreva contando como você superou esta perda, e se teve outro bebe. O seu depoimento é um ato de amor, para outras mamães que estão passando pelo que você passou. Amiga (o) seja bem-vinda (o), agradeço sua visita. Deixe seu comentário.

NOSSOS ANJOS, AMOR ETERNO!

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"Meu Bebe, eu queria cantar para embalar seus sonhos, agora sei que os anjos do céu farão isso por mim... Eu queria olhar nos teus olhinhos a brilhar e dizer que te amo, agora farei isso olhando as estrelas... Eu queria te pegar no colo e te envolver no meu abraço, mas sei que nos braços do Pai você estará bem mais protegido do que nos meus... Por mais que o tempo passe, nunca vou me esquecer de você porque o meu amor é eterno."
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"A mulher que diz que não existe dor maior do que a dor de parto, com certeza nunca perdeu um filho!"

quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012

Homenagem da mamãe Wanne para seu pequeno príncipe Joaquim Arthur


Meu Pequeno Príncipe...Era assim que eu chamava meu bebê...Meu Pequeno Príncipe Joaquim Arthur...Joaquim foi a escolha do pai dele, para homenagear o avô paterno que faleceu o ano passado e Arthur, eu escolhi por ser nome de Rei, e meu filho sendo um príncipe, merecia um nome a altura...rs...Coisas de mães corujas!
Sempre tive vontade de ser mãe, sempre foi meu sonho desde pequena. Sempre quis ter uma família, casar na igreja, ter filhos etc...Talvez muitas mulheres não sonham mais com isso, hoje em dia, mas eu sonhava.
Eu e o pai do meu filho não moramos juntos, só namoramos a quase 5 anos.
Ano passado, em Julho (2011), fui fazer uns exames e a médica me perguntou se eu tinha útero bicorno, eu respondi que não sabia e perguntei o que era isso. Ela explicou que é um útero dividido. Perguntei a ela se eu poderia ter filhos e ela disse que era difícil e quis saber se nem fazendo tratamento...Ela me respondeu: Impossível.
Fiquei super triste, cheguei em casa e chorei muito!Acho que ela não precisava falar daquela forma. Entrei na net e pesquisei sobre útero bicorno para saber e descobri que pode engravidar sim, a única coisa é que corre risco de aborto espontâneo prematuro ou tardio e parto prematuro. No mês seguinte, em agosto, descobri que estava grávida. Acho que relaxei e tudo acabou acontecendo. É claro, relaxei esperando que não engravidasse como a médica que fez o exame falou e esperando que eu engravidasse. Quando engravidei fiquei super feliz! Minhas amigas também. Elas diziam que Deus quis mostrar para mim que a médica estava errada e que eu podia engravidar sim. Eu frequento o perseverança, quer dizer, faz um tempo que não vou, mas pretendo voltar. Na época que descobri ter útero bicorno, fui ao Perseverança e conversei com uma mulher. Contei a história toda e por coincidência ela me falou que os médicos também diziam que ela não podia ter filhos e ela teve dois. Até isso, Deus fez eu conversar com a pessoa certa.
O primeiro pré-natal que fiz foi com um médico que me encaminhou para uma doutora que cuida de gravidez de risco, não vou citar o nome dela porque não convém. Ela me passou logo no nosso primeiro contato para eu tomar um remédio para segurar o bebê, eu deveria tomar até a 35ª semana. Minha gravidez apesar de ser de risco foi normal, nunca tinha tido um sangramento até o dia 13/02/2011 quando fui ao pré-natal, o último que fiz antes do meu Pequeno Príncipe nascer. A médica nesse dia me deu os parabéns e disse que na próxima visita iria me dar a carta de licença maternidade, com 35ª semanas.

Eu iria completar 31 semanas no dia 14/02, quando tive meu primeiro sangramento. Foi um sangramento leve e eu fui ao pronto socorro com minha mãe. Lá a médica fez exame de toque e disse que nem parecia, por ser leve e que eu era para ficar de repouso. O engraçado é que não me deu um atestado para alguns dias. O sangramento era tão leve que até sumia no absorvente. No dia 15/02 tive novamente sangramento leve, só que um pouco mais que o dia 14/02 e voltei ao médico. Quando ela me viu, a mesma, perguntou o que eu estava fazendo lá. Eu expliquei que estava com sangramento leve, mas um pouco mais que o dia anterior. Ela estava com um outro médico que me examinou, não fez exame de toque, colocou um aparelho, parecendo uma conxinha e ele falou que era realmente leve. Ela me disse que era para eu ter repouso absoluto, mas como?Ela não me deu um atestado. Sou professora, está certo que meu horário desse ano está mais tranquilo, mas se era para ter repouso me desse atestado para uns dias e dissesse para eu não sair da cama. Voltei para casa. No dia 16/02 dei às duas aulas a tarde que eu tinha e quando estava em casa, deitada na cama, assistindo TV senti algo. Pensei comigo: Será que é sangramento? Mas quando fui ver era água. Chamei pela minha mãe e minha cunhada. Fui ao banheiro, tomei banho, e aí sim começou a sangrar mesmo. Fui ao médico com minha mãe, chegando lá, fiz a ficha e uma moça me deixou passar na frente dela. O médico que me atendeu disse que eu iria ficar internada, mas pediu antes para me examinar. Fez exame de toque. Percebi que ele ficou apavorado! Ele dispensou todos os pacientes, pediu que descessem para o térreo e chamou outro médico. O médico que fez a minha cirurgia. Bom, este também fez exame de toque. Ele me disse que tentaria salvar o meu filho e eu quis saber se tinha algo errado. Ele disse que era por se tratar de um bebê prematuro e que bebês prematuros precisam de mais cuidado e tem mais facilidade de pegar infecção. A minha mãe disse que o primeiro médico, o que me atendeu, falou que ao fazer exame de toque sentiu até a mãozinha do bebê. O que eu não mencionei ainda é que estava com a placenta baixa. No dia 15/02, a médica até me disse que eu tinha placenta baixa, que estava até no meu cartão pré-natal. Mas pra falar a verdade eu nunca nem percebi e nem me preocupava, porque nunca engravidei e não sabia o que era placenta baixa, não sabia que era perigoso. Minha médica mesmo não explicou sobre a placenta baixa, ela escreveu apenas. No primeiro dia do sangramento fizeram um ultrasom com urgência e o bebê estava normal, só o que indicava era a tal da placenta. Enfim, meu filho nasceu dia 16/02 às 21:42h. Eu rezava muito na sala de parto e falava muito! Ele chorou bem fraquinho, parecia um gatinho miando. Os médicos me mostraram ele, eu mandei um beijinho e disse que o amava. Nem o vi direito, pois foi muito rápido. No dia seguinte, 17/02, eu e meu namorado fomos na U.T.I Neo visitar o bebê, eu fiquei triste por vê-lo entubado e achava que ele respirava com dificuldade. O meu namorado não, disse que estava feliz por ver que o nenê estava bem e que eu estava sendo pessimista. Eu não conseguia pensar em uma coisa boa e positiva. No dia seguinte fui visitar meu bebê, às 15:30, parece até que ele estava me esperando. Ele já tinha passado mal pela manhã, mas eu não sabia. Quando eu estava lá, não quis pegar nas perninhas dele ou mãozinhas como o dia anterior, pois fiquei com medo dele pegar uma infecção, sei lá, por insegurança. Ele passou mal na minha frente, a máquina começou a fazer barulho e as enfermeiras corriam tentando fazer algo, salvar o meu filho. O médico pediu para eu chamar o meu namorado e me explicou que meu filha era o estado mais grave da Neo, apesar de ter feito alguns exames que deram negativo, de já ter engordado 45 g etc. O engraçado é que meu filho nasceu com quase oito meses e 1600. Teve bebês que nasceram com 960 g, 500 g, ou seja, menos que ele. O médico também me falou que o pulmão do meu bebê estava sangrando e não parava e que não sabia se meu Pequeno Príncipe iria sobreviver. Liguei para meu namorado, que chegou rapidamente ao hospital. Pedi que ele fosse falar com o médico sozinho, pois estava sem coragem de ir. Depois que conversou com o médico, ficamos esperando no meu quarto para ver se os antibióticos faziam efeito e depois de alguns minutos, acho que 30 minutos mais ou menos, não sei, porque pareceu uma eternidade o médico nos chamou. Mas eu não fui só meu namorado. Bom, meu filho tinha falecido e meu namorado desceu chorando dizendo que nosso príncipe tinha ido para o seu reino. Foi duro!Está sendo muito difícil!O chá do Joaquim Arthur seria dia 10/03, eu tinha mandado fazer o convite a altura dele. 

Enterramos nosso filho no dia 19/02.
Tem horas que eu estou bem, mas tem momentos que me bate uma tristeza e eu choro muito. Meu namorado tem uma filha de 13 anos, mas meu bebê é o meu primeiro filho. Estava indo tão bem apesar de ser uma gravidez de risco e eu estava feliz com isso. Faltava tão pouco! Meu filho ia nascer em Abril, mas mesmo tendo nascido prematuro queria que ele estivesse vivo, pois tantas crianças nascem prematuras e conseguem sobreviver. Meu filho lutou durante dois dias, mas Deus quis levá-lo. Eu não estou revoltada com Deus, mas estou muito triste. Não quero encontrar culpados, mas eu li na internet, depois que isso aconteceu que quem está com a placenta baixa e tem sangramento leve sem dor, que era o meu caso, tem que ser internada. Mas o meu convênio não fez isso. Então, fico com imaginando se eles tivessem feito, se de repente meu filho ainda estivesse na minha barriga e aguentaria até o mês do seu nascimento. Sei que se Deus quisesse, se fosse da vontade dele, meu filho estaria entre nós, mas não era para ser, mas vocês sabem, fica a dúvida. Até culpada eu já me senti. Meu filho passou muito nervoso, porque eu sou uma pessoa muito nervosa, mas eu imagino que ele se foi não por causa disso. Além de ser meu Pequeno Príncipe agora ele virou meu meu Anjinho de luz, da Guarda e eu jamais o esquecerei. Eu o amo muuuito!!!Peço a Deus que cure o meu útero, que ele não seja empecilho para uma nova gestação e que na próxima gestação a minha placenta não seja baixa, que seja normal, como deve ser, pois quero um irmãozinho ou irmãzinha para o Joaquim. Sei que não irá substituí-lo, mas quero fazer por meu segundo filho o que não pude fazer para o meu príncipe. Mas tenho medo de acontecer tudo novamente e passar por todo esse sofrimento de novo. Então, o meu espírito também tem que ser curado!
Mãe eu já sou, realizei o meu sonho, mas não era dessa forma que eu queria. Queria meu filho de volta, ao meu lado, para eu mostrar a ele todo o meu amor e carinho. Para poder fazer com ele tudo o que sempre fiz pelos meus sobrinhos, que eu amo de paixão!Mas não tive nem o privilégio de ter o meu filho nos meus braços, de dar de mamar. Peço a Deus para secar o meu leite porque meu filho não está aqui, no dia em ele faleceu começou a sair bastante colostro, agora sai pouco e de vez em quando.
Só uma observação a mais. Acho os médicos muito insensíveis, pois quando fui ao médico no dia 15/02, minha mãe perguntou a médica do pronto socorro o que aconteceria se meu bebê nascesse prematuro e ela disse que o bebê morreria. Precisava ela falar isso? Nem todos os bebês que nascem prematuro morrem, o meu infelizmente faleceu. Dá uma raiva de ficar lembrando de tudo o que ouvi desses médicos. Outra coisa. Eu tive que correr feito uma louca com minha mãe para tirar minha licença maternidade e a médica do pré-natal simplesmente nem apareceu para conversar comigo depois do meu filho ter falecido. Só a vi no dia 17/02, no dia seguinte do nascimento do meu bebê. Acho que foi muita falta de respeito da parte dela. Esses médicos tem que ter um pouco mais de coração e sensibilidade, não precisam ser tão duros!



3 Recadinho do Coração deixe aqui o seu também:

  1. Oi amiga, sinto muito pelo Joaquim Arthur se Deus quiser com certeza você terá sim outro bebezinho.
    Concordo com você amiga, a falta de sensibilidade destes médicos é um absurdo, nem parecem que são humanos, não conseguem enxergar a dor do próximo, não podemos generalizar porque também existem médicos bons, mas hoje em dia a maioria só pensa em dinheiro e esquecem o juramento que fizeram quando se formaram.
    Que Deus possa confortá-la assim como Ele tem me confortado a cada dia.
    Cecylia

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  2. Obrigada pela força Cecylia. Talvez tudo isso tenha acontecido conosco porque precisamos evoluirmos algo em nós. Não sei, só Deus sabe. Fique com Deus!

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    Respostas
    1. Oi Wanne sinto muito pelo seu anjinho Joaquim Arthur me chamo kathia e faz 3 meses q perdi a minha anjinha Lais com 9 meses de gestação por erro medico.Concordo quando vc disse q os medico estão insensíveis pois logo quando perdi minha filha, o médico disse para meu marido q meu problema agora era de cabeça q eu tinha de me cuidar, ele usou essas mesma palavras. É amiga sei q esses primeiros meses é muito difícil mai força e q Deus fez o melhor para nós anjos.Bjus

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Cecylia