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Quem sou eu

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São José do Rio Preto, São Paulo, Brazil
Meu nome é Cecylia sou casada há 14 anos com o Paulo Henrique, tenho uma menina que se chama Débora hoje ela está com 12 anos. Sei exatamente como você esta se sentindo, porque já passei por isto também, perdi o meu bebê quando estava grávida de 7 meses e meio, foi morte intra-uterina no dia 09/10/2007 seria o meu segundo filho um menininho. Eu tive dengue com três meses de gestação a geneticista que me atendeu disse que o vírus da dengue pode ter entrado através da placenta e atingindo o feto e com 7 meses e meio ele desenvolveu hidrocefalia, juntou água na cabecinha dele. Como você eu sofri muito e até hoje sofro, porque não é fácil aceitar. Dói muito amiga, é uma dor que parece que não tem fim. Se você precisar conversar sobre tudo que lhe aconteceu estou a disposição. Se você já passou por isto escreva contando como você superou esta perda, e se teve outro bebe. O seu depoimento é um ato de amor, para outras mamães que estão passando pelo que você passou. Amiga (o) seja bem-vinda (o), agradeço sua visita. Deixe seu comentário.

NOSSOS ANJOS, AMOR ETERNO!

NOSSOS ANJOS, AMOR ETERNO!
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"Meu Bebe, eu queria cantar para embalar seus sonhos, agora sei que os anjos do céu farão isso por mim... Eu queria olhar nos teus olhinhos a brilhar e dizer que te amo, agora farei isso olhando as estrelas... Eu queria te pegar no colo e te envolver no meu abraço, mas sei que nos braços do Pai você estará bem mais protegido do que nos meus... Por mais que o tempo passe, nunca vou me esquecer de você porque o meu amor é eterno."
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"A mulher que diz que não existe dor maior do que a dor de parto, com certeza nunca perdeu um filho!"

terça-feira, 29 de maio de 2012

Depoimento de vitória da Jucilene mamãe da anjinha Isabella, agora ela teve o Daniel.


Olá Cecylia, como vai...me chamo Jucilene sou mãe do anjinho Isabella...contei minha história em seu blog a algum tempo...mas vou resumir novamente só para poder contar minha benção.
Então em janeiro de 2009 perdi minha Isabella no sétimo mês de gestação sem ter uma causa, pois ela era perfeita e linda, sofri e ainda sofro muito pois queria muito tê-la comigo pois ela foi muito esperada e amada e como se não bastasse em setembro do mesmo ano tive gravidez tubária onde junto com o bebe perdi também minha trompa direita daí pensei que nunca mais conseguiria engravidar novamente, após um ano disso ter acontecido passei com um geneticista que me pediu vários exames que nunca tinha nem ouvido falar, entre eles o histerossalpingografia que foi constatado que estava com sinéquias que são cicatrizes uterinas ou seja meu útero estava todo colado devido a curetagem que fiz, depois ele pediu um outro exame chamado histeroscopia diagnóstica minha última menstruação foi no dia 08/05/2011 fiz esse exame que descolou meu útero no dia 17 do mesmo mês e em junho de 2011 me descobri grávida novamente.



Foi uma gestação de alto risco pois além das perdas ainda descobri que tenho doença auto-imune mas apesar de ter sido de risco minha gravidez foi super tranquila e no dia 07/02/2012 o dia mais feliz da minha vida nasceu de cesariana meu pequeno grande milagre o Daniel que hoje vai completar 4 meses e é lindo e saudável....


Gostaria de dizer a todas mães de anjos que a dor de perder um filho seja a idade que for é sempre muito dolorida, mas também queria dizer para não desistirem nunca  do sonho de ser mãe acreditem sempre pois seus milagre vão chegar é só ter fé em Deus assim como foi comigo e com muitas outras mães de anjos...mas uma vez queria agradecer à você Cecylia por ter criado esse blog para podermos compartilhar nossas dores e também nossa alegrias, pois graças a esse blog ajudamos e somos ajudadas...um grande beijos...


Se você quiser ver a homenagem que a Jucilene  fez para sua anjinha Isabella no blog basta clicar no link abaixo que abrirá a página para vocês.

quinta-feira, 24 de maio de 2012

Homenagem da mamãe Suelen para suas anjinhas Julia e Ester.

A dor de perder dois bebês Julia e Ester


Olá meu nome e Suelen tenho 26 anos sou casada há 4 anos desde minha lua de mel já planejava ser mãe, quando completei um ano e dois meses de casada descobri em Janeiro de 2010 que estava grávida e imaginem minha alegria, não podíamos estar mais felizes  e já sentia que era uma menina e ela já tinha nome “Julia”,  no dia 27/05/2010 em uma consulta de rotina o médico não escutou seu coração, mas me disse que era normal, naquele mesmo dia cheguei em casa e comecei a sentir dores meu marido disse que se eu continuasse a sentir dores pela manhã iríamos ao médico, no dia pela manhã continuei a sentir dor e comecei a sangrar um pouco ao chegar no hospital qual não foi a minha tristeza ao constatar que minha vida estava morta com 20 semanas de gestação no dia 28/05/2010, com o laudo soube que minha estrela era mesmo nossa Julia ela havia nos deixado e a causa um infecção no útero, meu mundo caiu, meu chão, meus planos todos frustrados... O que me consolava que eu ainda tinha a chance de ser mãe novamente e então em setembro de 2011 soube que estava grávida novamente, Deus havia me dado a chance de ser mãe novamente, com 4 meses de gestação soube que era uma menina e o seu nome seria Ester aguardei passar os meus 5 meses e aí comecei a comprar seu enxoval tudo feito a mão, tudo perfeito para ela a alegria os planos todos renovados, mas aos 7 meses e meio Deus quis para Ele minha Ester.



Dei entrada no hospital no dia 06/04/2010 com pressão alta e edemas por todo corpo, lutaram pela sua vida, pois eu estava com quadro de pré-eclampsia grave por 4 dias. No dia 10/04/2012  às 11 e 30h da manhã ouviram seu coração, ao meio dia fui realizar um exame ela mexeu e eu disse que a amava muito, o médico entrou e tentou ouvir seu coração, más já estava bem fraquinho me levaram para uma cesárea de emergência, mas minha vida não havia resistido eu não podia acreditar, dois anjos não era justo comigo não Deus. ...


 


Já fazem 43 dias que convivo com esta dor e sei que ela não vai passar, pois não passou da Julia... Minhas anjinhas Julia e Ester, a mamãe ama vocês  demais do fundo da alma, sempre as desejei sempre as amei, mas Deus não quis que fosse assim olhem pelo papai e pela mamãe aí do céu, pois estarão em nossos corações para sempre nossas eternas princesas...

quarta-feira, 23 de maio de 2012

Homenagem da mamãe Thalyta para seus dois anjos Yan e Noah


Meu nome é Thalyta e sou mãe de gêmeos dois anjos Yan e Noah que se foram no dia 12 de abril de 2012 e 14 de abril de 2012.
Hoje está sendo um dia muito triste, completa se hoje 1 mês que meu filho Yan se foi para o céu.
Tenho 21 anos e no dia 17 de outubro de 2011 descobri que estava grávida, meu maior sonho estava se realizando, sempre fui louca pra ser mãe, apesar de ser nova e na minha primeira ultra a minha surpresa foi ouvir do médico que eram gêmeos.
No momento não sabia se chorava de alegria ou medo, foi um turbilhão de sentimentos, e ao dar a notícia para a minha família foi uma festa aquele dia, meu pai até perdeu a voz no telefone no momento em que eu contei para ele que seria avô em dose dupla.
O maior sonho do meu marido e do meu pai era que fossem meninos e depois de várias ultras, mais uma vez Deus nos abençoou e eram dois meninos Yan e Noah.
E a partir daí depois de digerir a ideia de ter dois bebês, de amamentar dois, de cuidar de dois, rs fizemos o enxoval todo, chá de bebê, mais algo me dizia que não chegaria ao 9 meses, apesar de uma gravidez gemelar não tive nenhuma complicação durante a gravidez, correu tudo bem, mas já não conseguia respirar, sentar, dormir tudo já estava impossível, no dia 30 de março fiz minha tão sonhada ultra 4D e pude ver os rostinhos lindos dos meus bebês e com 29 semanas já pesavam 1510 e 1485 Yan e Noah, mas já não tinha espaço na minha barriga..primeira gestação, gêmeos e sou pequena então o meu médico disse que eu certamente não chegaria ao final da gestação, mas não imaginava que fosse tão rápido e então no outro dia senti umas cólicas e só foi piorando e eu sofrendo calada e já quando não aguentei mais liguei para a minha médica e ela disse que não seria nada afinal um dia antes estava com ela e estava tudo ok na ultra, mais que eu fosse ao hospital para que ela me examinasse e então fui , não estava aguentando mais de dor e no caminho tive a certeza que eles iriam nascer logo e ao me examinar eu já estava com 7 cm de dilatação e teria que fazer uma cesariana de emergência, meu mundo desabou ao saber que não havia dado tempo de tomar as injeções para o pulmão deles e que tudo poderia acontecer a partir daquele momento, já não poderia proteger meus filhos e não havia mais o que fazer, já estava em trabalho de parto e com contrações frequentes então às 00:53 do dia 1° de abril nascerem meus filhos, o Yan primeiro, chorou um pouco e se calou, mas não o vi e sem seguida o Noah, chorando fraco e me trouxeram ele e pude olhar ele tão rápido e logo os levaram para a UTI e então ainda no centro cirúrgico o pediatra me disse que eles não estavam bem e que eles não estavam respirando sozinhos, mas confiei,  só fui vê-los no outro dia, eram lindos demais, perfeitos e totalmente formados, mas desde o primeiro dia não ouvi palavras boas dos médicos, mas nunca perdi a fé,  pois eles estavam ali e  eu e meu marido todos os dias e horários ali junto deles e sabia que eles ficariam bem. Só pedia à Deus que não permitisse o sofrimento deles e eles reagindo bem e ganhando peso, estavam espertos e já abriam os olhinhos quando falávamos com eles, no dia 08 o médico disse que eles haviam diagnosticado um tipo de bactéria a Streptococcus agalactiae neles e que provavelmente eles já teriam nascido com elas, mas que estavam reagindo bem ao tratamento e eles já estavam quase respirando sozinhos o quadro deles era estável, mais no dia 11 de abril fui de noite sozinha visitá-los e tirar leite pra eles mamarem e então foi a última vez em que vi meu pequeno Yan, no dia seguinte eu dormia quando nos ligaram do hospital para que fossemos lá, eu no meu coração já sabia que algo havia acontecido e sabia que não era bom =/
O Yan havia partido devido à um choque por conta do antibiótico e teve uma parada e não voltou, meu chão se abriu no momento em que vi a incubadora dele vazia e ao lado o Noah em estado critico também, tudo aconteceu muito rápido e os órgãos do Noah já estavam parando e então meus pais fizeram o velório dele, eu e meu marido não tivemos coragem de ir e assim parecia que meu mundo tinha acabado junto com o dele e mesmo assim Deus me deu forças e no dia seguinte voltei ao hospital para visitar o Noah.  Chegando lá eu o vi, morri mais uma vez ao ver ele muito pior e já não urinava mais e as enfermeiras estranhas conosco e então fui embora, mas não o abandonei e voltei na visita da tarde e a médica só me confirmou o que eu não queria ouvir, ele não resistiria, pois seus órgãos já estavam praticamente parados e ele não estava reagindo a nada, a nenhum medicamento e só nos restava esperar a vontade de Deus e pedir pelo amor de Deus para a médica que não deixasse meu bebê ir embora, pois não aguentaria, pois havia perdido o Yan um dia antes e ela apenas me virou as costas e mais uma vez meu mundo se desabou, não conseguia entender o porque de repente tudo havia virado de cabeça pra baixo e fizemos corrente de oração e suplicava para Deus para que me deixasse o Noah ao menos e não dormi aquela madrugada com medo enorme que meu telefone tocasse, pois um dia já seria uma grande vitória, mas no dia seguinte já de manhã minha irmã me acordou com a  notícia o Noah havia partido também. No momento não consegui chorar e ao mesmo tempo do desespero e de meu sonho tão lindo ter acabado, um alivio tomou conta de mim por saber que aquele sofrimento havia acabado!

quinta-feira, 17 de maio de 2012

Depoimento da mamãe Luciana Carta de sua anjinha

Olá Mamães de anjos...
Eu também faço parte dessa família, tenho um anjo no céu aos braços do Pai, e outro aos meu braços.
Perdi minha bebê ainda com 2meses e meio de gestação, após um ano de tratamento, pois tenho ovários policísticos, e a dificuldade de engravidar é muito grande....
Ela se foi após uma febre de 41 graus devido a uma infecção de urina fortíssima, um mês deitada tomando remédios e tentando segurar aquilo que pra mim era minha vida, mas infelizmente ela tinha que cumprir sua missão, e ela cumpriu da forma mais linda que pode me ensinou o significado do amor maior, da doação, e da capacidade de uma mãe por seu filho...
Ela se foi em março de 2000, numa manhã entre muitas dores físicas, mais a dor maior era no coração, pois eu estava perdendo aquilo que era meu por direito, eu era a mãe, e acreditava que nada e ninguém  poderia tirar isso de mim, fui ao hospital e ali eu a vi pois  minha placenta caiu no chão, e ela estava ali no meio, sem vida, fui internada e após todos os procedimentos fiquei na ala da maternidade internada por dois dias....sofri demais, morri por dentro!
Durante um ano e meio vivi num fundo de um poço sem saída, sem luz, não tive ajuda de quase ninguém, apenas meus familiares mais próximos, minha mãe e meu marido, até que um dia que ela veio a mim através de uma carta psicografada.
Nesta carta ela relatava sua missão, e seu sofrimento por me ver sofrer e me pedia para deixá-la ir, e neste momento eu e ela nos libertamos, eu voltei a viver e ela seguiu seu caminho espiritual.
Três anos depois sem esperar, sem tratamentos ou remédios veio meu anjo Lucas Gabriel, que hoje tem oito anos e dorme nos meus braços todas as noites.
Digo a todas as mamães de anjos, que Deus sabe de todas as coisas, minha pequena veio só pra me ensinar o que era realmente o amor e a respeitar Deus, tudo tem seu motivo e não somos culpadas por isso, e sim agraciadas por termos a oportunidade de aprendizado.
Aprendi ao ler aquela carta a olhar a diante, olhar além de mim, nunca esquecerei cada momento que vivi com ela dentro de mim e sei que ela também não, e tenho certeza que um dia estarei com ela em meus braços espirituais...
Como diz a música "o verdadeiro amor espera", continuo vivendo com ela em meu coração e meu filho ao meu lado, a espera de poder encontrá-la finalmente e dar-lhe o meu beijo amado de mãe!


Homenagem da mamãe Fernanda para seu anjinho Iago

No dia 07/12/2011 às 15h21 nasceu o Iago, nome escolhido por causa do significado "Aquele que vence" e pelo pai do bebe que se chama Tiago... Sinceramente eu não acreditava que existia um amor tão forte, não podia imaginar que o amor de uma mãe é tão impactante... Quando escutei aquele choro, quando vi aquele rostinho nasceu uma mãe dentro de mim também, nasceu um amor incondicional, um amor grande, forte, que naqueles primeiros minutos perto dele já pude perceber o queria seria capaz para protegê-lo e quanto iria amá-lo... Mas infelizmente meu bebe nasceu com um problema cardíaco, problema do qual não foi diagnosticado durante o pré-natal, enfim quando já estava no quarto pela espera ansiosa pelo meu bebe, recebi a notícia que ele estava na UTI que o caso dele era grave, meu mundo desabou, ver meu bebe naquela UTI cheio de aparelhos me despedaçava aos poucos. Depois de cinco dias de muitas pioras e sem eu ao menos ter tido a oportunidade de pegar meu filho nos braços, meu bebe veio a falecer... para mim e meu esposo foi uma perda insubstituível...procurar respostas pelo fato me faz sofrer a cada dia, mas DEUS tem me confortado, sei que é Ele que tem me dado força... Sei que meu filho está com JESUS que ele é um anjinho, mas como eu queria que ele estivesse aqui...Eu sou mãe de um anjo chamado Iago e eu sei que junto de Jesus ele está cuidando de mim....

Obrigada pela oportunidade.
FERNANDA


sábado, 12 de maio de 2012

Desabafo de uma Mãe de Anjo próximo ao Dia das Mães.


Eu estava preparando uma mensagem para o Dia das Mães, mas depois de ter lido este desabafo de uma mãezinha de anjo no facebook, acredito que é a mensagem ideal para nós mães de anjos para este dia tão especial pois ela resume tudo o que sentimos.
Muitas mulheres hoje estão chorando por não terem seus filhos para poder abraçar, para beijar porque hoje eles são anjos de Deus, mas elas continuam sendo mães, pois o nosso amor por eles é eterno, e nem a morte pode apagar a emoção do dia que soubemos que seriamos mães deles, mesmo que tenhamos outros filhos eles jamais serão esquecidos.
Desejo a todas as mamães de anjo que estão grávidas que Deus abençoe grandemente a cada uma, e que seus bebezinhos sejam somente motivo de muita alegria na vida de vocês.
Cecylia

Segue abaixo a mensagem desta mãezinha de anjo:

Desabafo de uma Mãe de colo vazio
ou Mãe de Anjo !!!!



Ser mãe de colo vazio é antes de tudo, ser mãe!!

Se meu bebê está no meu colo ou não, não é o que me faz ser mãe, o que me fez tornar-me mãe foi ter meu bebê por alguns meses no meu ventre!! Isso me tornou mãe!!!

Se me perguntarem se eu tenho filho, sim eu tenho, só que meu filho faleceu, mas ele será sempre meu filho !!! Não é porque não pude batizá-lo e sim enterrá-lo que ele não existiu, ele existiu sim, ficou 6 meses no meu ventre e não é uma lei dos homens que vai dizer se eu tive ou não meu filho !!! Meu filho existiu e me tornou mãe, uma mãe sofrida, mas uma mãe cheia de amor no coração!!!!

Eu sou uma mãe de colo vazio, uma mãe de anjo, uma mãe que amou seu bebezinho desde o dia que pensou em engravidar, depois com o resultado do beta positivo, as ecografias e fui amando cada vez mais a cada dia que ele crescia dentro do meu ventre !!!

Ser mãe de anjo é muito triste, pois o que eu mais queria na vida era ter meu bebê comigo no meu colo, presente fisicamente junto a mim, poder dar um beijinho nele, poder simplesmente olhar para seu lindo rostinho, poder tocá-lo, abraçá-lo... mas ao mesmo tempo sou feliz, pois eu tive meu filho “vivo” e presente comigo por 26 semanas e foram as semanas mais felizes da minha vida.

A dor da perda do meu filho é imensa, com a proximidade do Dia das Mães, sinto que estou mais sensível, pois é só isso que se fala na TV, rádios, etc. Não que eu ache que não devesse ser falado, acho que tem que ser falado sim, pois ser MÃE é maravilhoso e tem que ser comemorado, infelizmente pra mim e pra tantas mamães de anjos esse dia nos traz uma certa tristeza, mas entendo o quanto as mães que tem seus filhos no colo ou já crescidos querem comemorar!!!

A dor de não ter meu filho no colo não é apensas no dia das mães, é todo dia, é a cada hora, a cada minuto, a cada momento, acho que o Dia das Mães só intensifica essa dor...

Mas as pessoas devem respeitar e tentar entender o que é uma Mãe de Colo Vazio, uma Mãe de Anjo!!! Não é fácil e se torna mais difícil ainda quando as pessoas tão próximas a nós não entendem a nossa fragilidade. Vejo tanto isso acontecer, vejo vários depoimentos de mamães sentidas pelas ações de algumas pessoas que não entendem essa dor, essa fragilidade e mais ainda, esse amor que nos faz ser MÃE!!!

Graças a Deus eu não passo muito por isso, as pessoas que estão a minha volta tentam me entender e sabem do meu AMOR de MÃE !!!! E isso faz toda a diferençam para seguirmos nossa vida !!!!

Então, quando você se deparar com uma mãe de anjo, não precisa tratá-la como se fosse um ser estranho ou sei lá, ter dó. Não, não é isso que queremos, queremos apenas ser compreendidas!!! E eu quero dar continuidade nessa minha maternidade, ter meus vários filhos e se Deus me permitir, ter todos eles ao meu lado, fisicamente, nesta vida !!!!!

Alessandra Rosa

Depoimento de vitória da Tuanny mãe do anjo Brayan, agora ela teve a Anny Maria.


Oi meu nome é Tuanny tenho 22 anos! Estou aqui no blog da Cecília de novo para reescrever minha história e para testemunhar que por mais que  sejamos mães de anjos podemos sim ser mãe novamente.
No ano passado em julho perdi meu Brayan com 4 meses e 1 dia de vida (18/07/2011). Já nessa data estava grávida de 6 dias e não sabia ainda, como são as coisas não é mesmo? Deus faz as coisas perfeitamente bem, me tirou um filho, mais me deu outro, sei que não vai substituir, mas mesmo meu anjo estando bem cuidado por Deus sinto muito a falta de ver ele todo dia, dar banho, fazer dormir, só em falar já fico emocionada, mas a vida segue! Quando estava de 7 semanas e 6 dias fiz o exame de gravidez! Com 13 semanas descobri que seria uma menina e desde aquele momento já tinha escolhido o nome Anny Maria minha princesa que veio para alegrar nossa vida! Comecei o pré-natal pelo postinho de saúde aqui do meu bairro Ingleses-Fpolis, logo no começo a médica disse que eu seria encaminhada para o ambulatório da Carmela Dutra, onde todas são mandadas pelos médicos por algum motivo (mal formação, ou caso na família). Já no meu caso foi meu filho que nasceu com problema respiratório por ficar com bolsa rota 1 semana internada. Mas graças a Deus deu tudo certo nessa gravidez, fiz todas as ultrassons, exames, até a morfológica, e com a bênção do meu filhote guiado pelo papai do céu deu toda força para a irmãzinha dele nascer para fazer a gente muito feliz, mas nunca esquecendo dele é lógico! No dia 16/04/2012 fiz minha última consulta estava de 39 semanas e a médica me disse que a Anny Maria já estava encaixada para parto normal, então ela me mandou voltar no dia 17/04/2012 às 7:30h da manhã que seria o prazo pela ultrassom de 40 semanas para induzir o parto! Cheguei na mesma maternidade que ganhei meu filho Brayan no Carmela Dutra, quando cheguei me colocaram em uma sala para fazer o exame de toque, fiz tudo certinho e o médico me disse que minha filha estava flutuando dentro da minha barriga(ela tinha desencaixado), por causa disso me mandaram para a sala de parto mas para fazer a cesariana, entrei 13:15h e até me dar a anestesia e arrumar tudo isso terminou quase 13:40h!Quando deu às 14:00h nasceu minha princesa com 3.180kg e medindo 48cm. Nossa que alegria depois de ter ganhado meu filho Brayan 1ano e 1mês depois! Estou muito feliz por ter corrido tudo bem e minha filhota está bem graças a Deus. Hoje dia 30/04/2012 ela está com 13 dias e bem gordinha com 3.420kg e com 51 cm. Eu estou aqui para dar para todas as mães um conforto, pois não devemos desistir nunca dos nossos sonhos. Pois Deus quando tira algo de nossa vida Ele pode colocar outro também, não para substituir mas para alegrar depois da perda.
Por isso só tenho o que agradecer a Deus por me dar esse filho que agora é filho Dele, mas estará sempre presente em nossa mente e em nossos corações e também pela minha filhota.
Mães de Anjos como eu, espero que tentem ter mais filhos que não coloquem coisas na cabeça, não fiquem com medo de acontecer de novo pois uma história não se repete duas  vez, é só ter acompanhamento certinha como eu fiz que vocês vão ver o belo resultado...

Esse é meu filho (BRAYAN) junto com minha filha (ANNY MARIA).
            Nascido em 17/03/2011 e ela 17/04/2012.
Muito obrigado Cecylia, mais uma vez por me deixar escrever novamente no seu blog...

Se você quiser  ver a homenagem que a Tuanny fez para o Brayan no blog basta clicar no link abaixo que abrirá a página para você:

quarta-feira, 9 de maio de 2012

Mensagem: "O Trem da Vida"


Você já andou de trem alguma vez?
Numa viagem de trem podemos notar uma grande diversidade de situações, ao longo do percurso. E a nossa existência terrena, bem pode ser comparada a uma dessas viagens,
mais ou menos longa.

Primeiro, porque é cheia de embarques e desembarques,
alguns acidentes, surpresas agradáveis em alguns embarques,
e grandes tristezas em algumas partidas.

Quando nascemos, entramos no trem e nos deparamos com algumas pessoas que desejamos que estejam sempre conosco: São nossos pais.

Infelizmente, isso não é verdade; em alguma estação nossos pais descerão e nos deixarão órfãos dos seus carinhos, amizade e companhia insubstituíveis.

Mas, isso não impede que durante a viagem, outras pessoas especiais embarquem para seguir viagem conosco: são nossos irmãos, amigos, amores e filhos.

Algumas pessoas fazem dessa viagem um passeio, outras encontrarão tristezas,
e algumas circularão pelo trem, prontas para ajudar a quem precise.

Muitas descem e deixam saudades eternas...
Outras passam de uma forma que, quando desocupam seu acento, ninguém percebe.

Curioso é constatar que alguns passageiros, que nos são caros,
se acomodam em vagões distantes do nosso, o que não impede, é claro,
que durante o percurso nos aproximemos deles e os abracemos,
embora jamais possamos seguir juntos, porque haverá alguém a seu lado ocupando aquele lugar.
Mas isso não importa, pois a viagem é cheia de atropelos, sonhos, fantasias, esperas, despedidas.

O importante, mesmo, é que façamos nossa viajem da melhor maneira possível, tentando nos relacionar bem com os demais passageiros, vendo em cada um deles o que têm de melhor.

Devemos lembrar sempre que, em algum momento do trajeto, eles poderão fraquejar e provavelmente, precisemos entendê-los, porque nós também fraquejaremos muitas vezes e,
certamente, haverá alguém que nos entenda e atenda.

A grande diferença, afinal, é que no trem da vida, jamais saberemos em qual parada teremos que descer, muito menos em que estação descerão nossos amores,
nem mesmo aquele que está sentado ao nosso lado.

É possível que quando tivermos que desembarcar, a saudade venha nos fazer companhia...
Porque não é fácil nos separar dos amigos, nem deixar que os filhos sigam viagem sozinhos.
Com certeza será muito triste.

No entanto, em algum lugar, há uma estação principal para onde todos seguimos.
E quando chegar a hora do reencontro, teremos grandes emoções em poder abraçar nossos amores e matar a saudade que nos fez companhia por um longo, tempo...

Que nossa breve viagem seja uma grande oportunidade de aprender e ensinar,
entender e atender aqueles que viajam ao nosso lado,
porque não foi o acaso que os colocou ali...

Que aprendamos a amar e a servir, compreender e perdoar, pois não sabemos quanto tempo ainda nos resta até a estação onde teremos que deixar o trem.

Se a sua viagem não está acontecendo exatamente como você esperava,
dê a ela uma nova direção.
Se é verdade que você não pode mudar de vagão, é possível mudar a situação do seu vagão.

Observe a paisagem maravilhosa com que DEUS enfeitou todo trajeto...
Busque uma maneira de dar utilidade às horas.
Preocupe-se com aqueles que seguem viajem ao seu lado.
Deixe de lado as queixas e faça algo para que sua estrada fique marcada com rastros de luz.
Pense nisso... E, boa viagem!
Texto - Momento Espírita

terça-feira, 8 de maio de 2012

Mais uma mamãe de anjo está grávida, Daniela mãe do anjo Nicolas


Olá Cecylia sou a Daniela mamãe do Anjo Nicolas, lembra que quando eu te escrevi disse que tinha fé que logo estaria aqui te comunicando que estaria grávida, pois é estou gravidíssima estou de 3 meses completos está tudo bem graças a Deus assim que eu souber o sexo do bebê venho novamente te avisar...
Beijos e obrigada por este espaço.
Dani

Se você quiser ver a homenagem que ela fez aqui no blog para seu anjo Nicolas, basta clicar no link abaixo que abrirá a página para você:

Depoimento de vitória da Maria mãe do anjo Pietro, agora ela teve a Pietra


Felicidade... Beatriz, Pietro (anjo) Pietra...
Minha história começa aqui.
Outubro de 1998... Quando eu tinha 16 anos recebi um grande presente, uma filha (BEATRIZ) que foi enviada por Deus para mudar minha vida e me fortalecer no futuro.
Essa criança veio de uma gravidez na qual a mãe rejeitou e eu como tenho um grande coração abracei essa bebe que tem me trazido muitas felicidades.


BEATRIZ COM 13 ANOS...

Tudo aconteceu quando eu ainda morava com minha mãe no maranhão.
Tinha que estudar, trabalhar e cuidar da minha Beatriz (adotiva) filha de coração o tempo foi passando e em 2003 viemos embora para São Paulo, onde fui morar com meu irmão. Passou o tempo e logo conheci o Valmir, com um mês que estávamos namorando resolvemos nos casar foi tudo muito rápido, até porque queria dar um pai a minha filha e foi aí que tudo começou.
O tempo foi passando e a vida de trabalhar, cuidar de casa e ser mãe era bem difícil, mas eu queria mais, queria engravidar e ser mãe biológica. Cada mês que passava e nada...
Até que em março de 2010 engravidei uffa, mas um sonho se tornado real.
Aí veio a preocupação de contar para a Bia, pois como ela é adotiva ela não queria ter irmãos, pois na cabeça dela íamos deixar de amá-la, tivemos muito cuidado em contar para ela, pois não queria deixá-la chateada.

GRÁVIDA DO PIETRO...

Meu marido ficou muito feliz em saber que ia ter mais um filho. O tempo foi passando e quando fiz dois meses eu fiz uma ultrassonogafia. Nossa chorei de emoção, pois ali estava meu maior presente. Com quatro meses fiz uma nova ultra... E aí já fiquei sabendo que seria mãe de um bebe que dei o nome de PIETRO. O tempo foi passando e toda minha família feliz eu então nem se fala, já estava com quase tudo comprado esperando a chegada do nosso pequeno com muito amor. Tive uma gravidez tranquila. E no dia 2 de dezembro fui ao médico para uma consulta normal, pois eu já estava de 41 semanas e o médico me falou, vamos ter que esperar completar as 42 semanas. Para eu poder te encaminhar para uma cesárea. E no dia 3 ele estava mexendo pouco, pois ele era muito agitado. Eu me preocupei e fui a um hospital a médica me examinou e falou você não tem nada. Não fiquei tranquila e fui a outro médico e quando chequei lá ela já me deixou internada. Tomei remédio para estimular o parto e nada e quando o médico entrou na sala de pré-parto e falou pode preparar ela, pois ela vai fazer uma cesárea. Meu coração gelou e passando pelo corredor do hospital eu falei agora somos só nós dois filho. Meu marido achou que eu fosse ter normal. E por volta de 1.08 h da manhã do dia 04 ele nasceu com 3.535kg e 49cm. Quando ouvi o seu chorinho não aguentei de emoção e chorava também quando nossas lágrimas se encontraram ele parou de chorar foi impressionante. Meu bebe passou o sábado bem comigo, recebemos visita no sábado à tarde. Nossa ele mamava muito era uma criança muito especial. No domingo quando vieram buscá-lo para dar banho que fui ver que ele estava na incubadora, meu coração gelou e já comecei a chorar. Logo veio a médica e me falou mãe, preciso que você mande fazer um ECO, pois seu filho tem um probleminha no coração, que preciso saber que problema é esse. E logo ela o levou pra UTI NEO. Liguei pro meu marido e ele não acreditou, pagamos para fazer o ECO e quando veio o diagnóstico seu filho tem HIPOPLASIA DE VENTRÍCULO ESQUERDO, UMA CARDIOPATIA CONGÊNITA a, mais grave que existe. Na mesma hora meu mundo desabou chorava até dizer chega, e rezava e o meu marido o tempo todo comigo, quando entramos na UTI e vi meu querido filho todo entubado, sedado nossa quantos fios. Eu falei, ele não merece sofrer. Quando foi a tarde meu marido veio pra casa e avisou toda a minha família o que estava acontecendo, fiquei sozinha no hospital, pois eu tinha acesso livre na UTI. Quando foi por volta das 21hrs lá estava eu conversando com meu filho, ele mexeu com o olhinho e segurou no meu dedo. Ali eu senti que ele estava se despedindo de mim, sai de lá com o coração partido sem saber o que fazer. Pedi muito pra Deus que Ele devolvesse a saúde dele, pois Ele sabia o quanto nós o amávamos. E no dia 06 por volta das 06:35h ele não resistiu aos medicamentos e ele partiu. Vieram me chamar e a médica com os olhos em lágrimas me falou: mãe não foi culpa minha fiz tudo que estava ao meu alcance para salvar seu filho. Mas não deu. Entrei novamente na UTI e pedi que ela desligasse os aparelhos, pois queria ficar com ele no meu colo. Fiquei com ele sozinha e depois avisei meu marido que nosso filho tinha nos deixado. Ele veio imediatamente para ficar comigo e ficamos um bom tempo nos despedindo do nosso querido filho. Recebi alta e ele foi tratar do velório. Eu acompanhei tudo do começo ao fim, pois não queria deixá-lo sozinho. Velamos o corpinho do nosso filho por volta de 3 horas e foi sepultado. Ele partiu nos deixando um grande vazio. Vivi momentos de tristeza e muita dor. Sei que nunca mais serei a mesma. Sei que tenho minha filha e por ela tenho que viver e cuidar do meu marido também, que por mais que se faça de forte ainda sofre muito, ele sempre fala que pensa nele o dia todo. E às vezes chora também. Sempre que posso vou ao cemitério levar flores e rezar. Às vezes eu sinto como se ele estivesse no meu colo quando vou dormir. E ali adormeço com a sensação dele estar ao meu colo. Filho você sabe o quanto nós te amamos e sempre iremos te amar. Sempre quis muito ter outro filho para tentar amenizar a dor que sinto. Pois meu anjinho vai ser sempre lembrado com carinho dos bons momentos que vivemos juntos. Agradeço muito a Deus pelos 9 meses que ele esteve comigo. Pelos dois dias que ele esteve aqui. Por tudo que vivemos juntos. Em meu peito fica a dor que está dando espaço à saudade e essa ficará para sempre... Tenho a certeza que um dia nos encontraremos, pois foi o que te prometi. E ficaremos juntos pra sempre, tanto a mamãe quanto o papai e sua irmã vai te amar pra sempre meu AMOR UM PEDAÇO DE MIM QUE SE FOI.


PIETRO NO COLO DE SEUS PAIS... MARIA E VALMIR...

Minha vida tentando voltar ao normal. Voltei a trabalhar com dois meses que tinha perdido meu filho.
Comecei a pagar um plano de saúde. Queria passar com o mesmo médico que havia feito meu parto.
Comei a passar com o ginecologista, até que um dia perguntei pra ele se eu já poderia engravidar novamente ele me respondeu que sim, pois já tinha se passado 6 meses e que estava tudo bem comigo.
Voltei pra casa e falei pro meu marido que já poderia engravidar novamente...  Pedi muito a Deus que me desse um filho (a) novamente...
Os dias se passavam e uma bela noite sonhei com meu filho... Ele apareceu pra mim em um sonho no qual ele ria pra mim, estava com um semblante lindo estava com o rosto de uma pessoa que parecia ter uns 20 anos... Quando eu gritava seu nome, ele riu novamente e se foi... Acordei chorando muito... Mas era de felicidade em saber que ele estava bem... Com dois dias depois descobri que estava grávida novamente foi aí que percebi que aquele sonho era um aviso que minha vida voltaria a ter sentido novamente.
Voltei no médico, isso já se passava sete meses que havia perdido meu filho Pietro... o médico (Jose Homero) me falou vamos fazer tudo certinho... Dessa vez quero acompanhar essa gravidez do começo ao fim...
Os dias se passavam e todos nós felizes... Bia estava radiante, pois queira ter um irmãozinho (a) os meses se passavam e com 6 meses descobri que seria mamãe de uma menina... Vamos dar o nome de PIETRA em homenagem ao seu irmão.
Sei que ele ficou feliz em saber que sua irmã tinha esse nome em sua homenagem...
A cada ultrassom mais e mais felicidades, estava indo tudo muito bem e eu continuava trabalhando e minha gravidez era maravilhosa...
A Pietra se movimentava muito bem... e eu me sentia radiante .


EU GRÁVIDA DA PIETRA E AO LADO DA MINHA QUERIDA BEATRIZ...

Mas com tudo isso me falta algo que nem mesmo o tempo consegue apagar o que sinto por meu filho Pietro.
A cada mês que se passa e como se fosse o primeiro mês. Levo flores ao seu túmulo e rezo.
Fui afastada do serviço com 37 semanas, pois a Pietra queria nascer antes do tempo. Tinha que ficar de repouso.
Tudo que o médico me falava eu fazia, já estava tudo pronto para sua grande chegada.
Passava a cada semana no médico e ele me deu a carta para eu marcar meu parto. Marquei a internação para o dia 13 de março às 07h da manhã. Dois dias antes não conseguia dormir e nem comer estava muito nervosa.
Chegou o grande dia, estava de 39 semanas dei entrada no hospital no horário certo meu marido ficou na recepção esperando a notícia que sua filha havia nascido.
E por volta de 12:14h a minha linda nasceu, meu Deus muito obrigado por esse presente maravilhoso. PIETRA nasceu pesando 3,685kg e com 51cm.



PIETRA NO BERÇÁRIO...

Agora só tenho a agradecer a Deus por mais essa maravilha em minha vida, nós estamos muitos felizes por tudo que temos vivido.




PIETRA AINDA NA MATERNIDADE, PRONTA PARA IR PARA SUA CASA...



PIETRA COM 46 DIAS E ESTÁ PESANDO 5,860KG.





PIETRA COM 57 DIAS E ESTA PESANDO 6,482KG



E aqui minhas amigas finalizam parte da minha história.

Para vocês que estão sofrendo, como eu ainda sofro com a perda do meu filho digo a vocês, paciência, pois para Deus nada e impossível .
Hoje faz um ano e cinco meses que perdi meu filho e ganhei um anjo. E logo vocês vão estar aqui contando a sua história de superação e quero dizer a você querida Cecylia muito obrigada por você existir na  minha vida
Deus é maravilhoso...
Atenciosamente.
Maria, Valmir, Beatriz, Pietro (anjo) e a mais nova mascote Pietra.
Obrigada senhor





domingo, 6 de maio de 2012

Homenagem da mamãe Cleidi e do papai Paulo para sua guerreirinha Maria Eduarda


Meu nome é Cleidi, tive uma gestação muito tranquila, até que com 29 semanas descobri que minha bb tinha hérnia diafragmática congênita, foi horrível pra nós, nunca havia ouvido falar disso. Eu e mau marido ficamos muito abatidos, pois não sabíamos nada sobre HDC e logo procuramos a emergência do Hospital Tramadaí, consultei no C.O e a médica disse que não podia fazer nada, apenas ia me encaminhar a um Hospital de Porto Alegre para continuar o meu pré-natal, geralmente eles esperam o bb nascer para fazer a cirurgia. Dia 12 de janeiro comecei a consultar lá no Hospital de Clínicas de Porto Alegre, no pré-natal de alto-risco, fiz outras ecografias e exames. Dia 19 de fevereiro fui ao hospital às 22:30h da noite e ganhei a Maria Eduarda dia 20 de fevereiro de 2012 às 10:09h da manhã...um presente lindo que Deus me deu. Logo levaram ela para ser intubada, só pude ver o rostinho da minha princesa ela era muito linda.


No dia seguinte, fui a UTI neonatal para conhecer minha filha junto com meu marido, ela era a cara do papai Paulo.. No terceiro dia fizeram a cirurgia para a correção da hérnia, tudo deu certo... ficávamos o dia inteiro nós 2 juntos com ela lá na Neo, de noite íamos pra casa para descansar, por que a rotina era muito cansativa, mas ao mesmo tempo me dava forças para lutar junto com a Dudinha. Foram dias bons e dias ruins, quando ela estava bem de repente caia a oxigenação e ela ficava muito mal a ponto de chegar a falecer. O médico dizia que enquanto ela estiver no oxímetro teria esses altos e baixos, nós ficávamos preocupados quando de repente ela estava melhor, foi assim por vários dias até que ela pegou uma infecção hospitalar: pneumonia, seu pulmão do lado esquerdo com a cirurgia ficou com 10% e o direito estava bem sem nenhuma alteração...ela estava cheia de remédios pra dor, eu via as carinhas de dor que ela fazia, mas nunca pude ouvir o seu chorinho...era muito sofrimento pra ela e pra gente. No outro dia quando chegamos lá a Dudinha tinha ido para o isolamento pois estava com mais uma infecção hospitalar: uma bactéria muito resistente a antibióticos na urina...ela então começou a ficar muito ruim, teve febre de 39 graus....ela estava com um saco de gelo debaixo da cabecinha para poder passar essa febre...de repente o pulmão do lado esquerdo se rompeu abrindo um buraco, colocaram dois drenos do lado esquerdo para tirar aquele ar e a água que se formou...era horrível de ver ela com aquilo, eram uns canos grossos que enfiaram pra dentro dela, e saia bastante sangue. Ela teve que fazer 5 transfusões de sangue que depois pediram para nós arrumar 9 pessoas para doarem sangue....nesse dia ela ficou muito ruim mesmo eu achei que ia perdê-la....mas a noite ela melhorou um pouco estava com a oxigenação acima de 78 a 100, pois durante o dia isso havia ficado entre 60 a 38.....

No dia 12 de março, com as obras no Hospital, mudaram de novo a Dudinha para a UTI 1, onde ela teve uma parada cardíaca, ela ficou 6 min sem reação e quando voltou ficou com uma lesão cerebral e teve o mesmo problema no pumão esquerdo ela teve no direito, mais 2 drenos do lado direito, ela estava com 4 drenos para drenar o ar dos pulmões... quando cheguei pra ver ela me apavorei...ainda lembro dos olhinhos entre abertos dela parados sem nenhuma reação......chorei muito pois a minha filha estava muito mal, a médica de plantão disse que ela tinha passado muito mal pela manhã.......no dia seguinte 13 de março fui cedo ver ela...até que não estava tão ruim, ela tinha força, ela foi uma guerreirinha, ela tinha vontade de viver...mas não foi o que Deus escolheu pra ela...de tarde voltei a sala da UTI quando ela estava tendo mais uma parada cardíaca e chamei a enfermeira e disse que os batimentos estava muito baixos o que pela manhã estavam em 158 e agora estão em 60, realmente minha bb linda estava indo para morar com Deus, me mandaram sair da sala e esperar lá fora. Nesse mesmo dia, meu irmão que não conhecia ela, veio para doar sangue, a hora que eu entrei pra ver ela, ele entrou comigo e pode ver por uns instantes como ela era linda.....Minha Maria Eduarda faleceu às 17:00h da tarde. Lutou contra a HDC por 22 dias, não venceu, mas foi uma GUERREIRINHA DE DEUS!!!!

EU TE AMO ETERNAMENTE!!!!

terça-feira, 1 de maio de 2012

Homenagem da mamãe Gislaine para seu anjo Enzo




Oi Cecylia ... Olá mamães.
Confesso que já por 3 vezes comecei a escrever, mas acabei desistindo, por não aguentar relembrar tudo o que aconteceu. Mas hoje resolvi contar:  Perdi meu "pequenino" como chamávamos meu grande Enzo aos 9 meses de gestação, estava completando 38 semanas quando descobri que meu anjo havia ido se encontrar com Deus antes mesmo de nascer...
Fiz um pré-natal completo e tudo estava bem. Engordei bastante, mas na gestação em si, estava tudo ótimo. Trabalhei normalmente na gravidez, mas havia combinado com o médico de que com 37 semanas eu iria ficar em casa para esperar o tão esperado momento... e de fato no dia 19/01 eu iria pegar a carta de afastamento e esperá-lo, mas no dia 18/01/2012 eu senti dores fortes, contrações e decidi ir á maternidade pois tenho uma filha que vai completar 11 anos e foi parto normal, então a dor inicial já era conhecida, então resolvi com meu marido ir para a maternidade. Chegando lá, a médica logo de cara estranhou não escutar o coraçãozinho dele, até me perguntou se sempre ele dava trabalho assim e eu disse que não, em seguida fui à outra sala fazer um exame mais profundo e ouvia só um grande som de eco, devastador, assustador... Então a médica decidiu que teríamos de fazer um ultrassom, a essa altura eu estava num misto de desesperado, mas ao mesmo tempo não conseguia acreditar que isso poderia ser verdade.. foi quando ao iniciar o ultrassom as palavras do médico acabaram sendo definitivas:  "Mãe, a situação aqui não é nada boa, seu filho está morto!" ...
Meu Deus, ao mesmo tempo em que meu marido caiu no chão nesse momento com a notícia eu olhava as imagens do ultrassom e não conseguia compreender que aquilo estava acontecendo de verdade. Mas infelizmente era! Fui internada as 10:30h do dia 18/01/12 e às 18:03h dei a luz ao meu anjo Enzo, meu amado, meu querido filho.
Foi e tem sido difícil lidar com tudo isso, mas sinto que dia a dia Deus tem providenciado conforto ao meu coração.
Acompanho os casos das mamães que como eu lutam para sobreviver, e espero que um dia todas nós possamos compreender os desígnios de Deus a cada uma com sua história de concepção dos anjos de Deus!
Fiz um blog onde começo a colocar lá parte da minha história e gostaria de conversar com as mamães que tiverem também um.
Abraço à todas vocês!

Homenagem da mamãe Thyara para sua anjinha de luz Malu

Oi Cecylia, esta é minha homenagem, a meu anjinho de luz, minha eterna filha Malu...


Olá queridos, antes de mais nada quero deixar um pouquinho da minha história, me chamo Thyara, sou casada há 8 anos, mãe de 3 filhos, o 1° que virou um anjinho com 9 semanas de gestação, onde sofri muito, mas consegui o conforto em Deus, a 2° é a minha princesa Sarah, que hoje tem 5 aninhos e a 3° é a minha bonequinha Maria Luiza, que se tornou meu anjinho de luz, que conviveu comigo durante 9 meses de gestação, que eu amei muito e que hoje sofro a dor da sua ausência. A história começou assim, dia 06 de julho de 2011, recebi uma grande notícia, a de que esperava um serzinho dentro de mim, nossa de início uma surpresa, mas depois de segundos onde a ficha caiu, já brotava o amor... então foi daí que começou tudo, os meses foram se passando, e a cada dia o desejo de conhecer esse serzinho era maior ainda, o pré natal sendo feito de maneira super rigorosa, tudo pra que fosse uma gestação perfeita, e com isso todos os nossos desejos, de oferecer ao bebê tudo de melhor que pai e mãe pode fazer, passaram-se os meses e descobrimos que era uma menininha, quer dizer mais uma né, pois já temos a princesa Sarah, então descobrir que era outra princesa pra nós foi maravilhoso e nos deixou encantados, de imediato o nome que já não era segredo foi dito com um som de mais puro amor quando todos perguntavam é menino ou menina? E eu com minha satisfação enorme de ter dentro do meu ventre mais uma boneca, já dizia assim: é uma menina "MARIA LUIZA" e assim foi ao passar do tempo, ao passar dos meses a mamãe e o papai cada vez mais encantados com essa pequena que crescia tão depressa, fizemos planos, cada detalhe era pensado com muito amor, seu quartinho, a mainha desejou e planejou nos mínimos detalhes e o papai nunca hesitou em fazer, sentia o mesmo prazer que a mamãe sentia, cada roupinha, cada sapatinho, o berço, o enxoval, o carrinho tudo feito e planejado de acordo com o tema desejado, e isso foram passando os meses, o pré natal cada vez mais intenso e efetuado da maneira mais responsável possível, enfim...quase tudo pronto pra chegada da MALU.

Mamãe preparou um chá de fraldas típico de uma princesa, parecia festa de aniversário, tudo pra chegada da princesa linda, bom enfim foi chegando o dia de Malu vir ao mundo, e como sempre fui fazer os últimos exames e detalhes pra sua chegada, todos exames feitos nada constava de anormal, pelo contrário ali estava uma criança perfeita e saudável, numa segunda feira dia 13 de fevereiro fiz um último exame onde comprovou que tudo estava na mais perfeita ordem, e como já estava na última semana de pré natal, meu parto foi marcado pra o dia 23 de fevereiro uma quinta feira após o carnaval, mas...entre esses dias eu comecei a sentir contrações fraquinhas e com espaços longos, dai chegou o domingo dia 19 essas contrações começaram a aparecer mais vezes, mais somente na segunda dia 20, elas apareceram com intensidade, como toda mãe o que fiz, liguei pra médica e ela falou que eu estava em trabalho de parto e que fosse pra maternidade, foi exatamente o que fizemos, eu e meu esposo, pegamos as malas e partimos pra maternidade com tanta felicidade, pois íamos conhecer a Malu dias antes do previsto e isso era de tamanha felicidade, eu não via a hora de chegar no hospital e entrar na sala de parto, e assim foi feito, na sala de parto a felicidade tomando conta de nós, estávamos eu, meu esposo e a Lara, madrinha da Malu, registrando os momentos de sua chegada, enfim chegou a hora, quando a médica abriu a barriga que viu mal pode acreditar no que estava vendo, minha bebê estava laçada com 2 nós no pescoço e um no bracinho e já sem vida...nossa que baque para ela falar e passar ao meu esposo o que estava acontecendo, Malu foi entregue a pediatra e meu esposo saiu com a Lara pra saber o que estava acontecendo, e eu fiquei sozinha com a médica, mas pra mim já parecia tudo muito estranho, pois não escutei seu chorinho, e quanto mais eu perguntava para a médica ela nervosa menos sabia me explicar, meu esposo em prantos no corredor cirúrgico, já sabia que nossa pequena havia nos deixado, enfim subi pro quarto e ninguém me dizia nada, eu perguntava pela minha filha e todos diziam que ela estava na UTI, e tal...somente no outro dia é que me contaram tudo, e ali naquele momento o mundo acabou pra mim...eu queria sair daquela cama do jeito que eu estava e me atirar da primeira janela que encontrasse, perdi o chão, o ar, os sentidos, o que fazer da vida agora se tudo o que eu fiz foi programá-la junto a minha filha. A partir daquele momento, como eu vim ao hospital cheia de alegria pra receber em meus braços o meu tesouro e vou sair dali sem ela? Como viver a vida agora? Meu Deus porque fizestes isto comigo era a minha única pergunta, eu desejei e amei minha filha durante 9 meses, eu planejei minha vida, eu contei os dias, eu sonhei com ela em meus braços, e cadê? Eu desejei tanto, esperei tanto e nem ao menos pude conhecê-la, eu não vi minha bonequinha, eu não a toquei, eu não a abracei, além da perda traumática eu não conheci a minha filha na qual eu amei e carreguei durante 9 meses, onde conversávamos, onde ela me acarinhava com chutinhos, onde passamos momento mágicos juntas... E agora? Eu quero minha pequena nos meus braços, mas... não tive essa oportunidade, seu sepultamento foi a coisa mais linda, assim narrada por seu pai, eu pedi pra ele que fizesse por ela tudo o que eu faria se pudesse estar lá, pedi que desse o maior beijo em seu rostinho como se fosse a mamãe dela e que ao beijar ele dissesse que foi a mamãe dela quem mandou, pedi que tirasse fotos, pois só assim eu iria conhecer minha pequena e essa seria minha única lembrança daquele serzinho que viveu comigo durante 9 meses, e assim foi feito. Nos primeiros 15 dias eu não consegui voltar pra casa e encarar a realidade, então passei esses dias na casa da minha mãe, depois decidi voltar, pois de uma forma ou de outra eu teria que encarar a realidade, e como eu já sabia, ao entrar em casa mais uma vez faltou o chão, pois foi aqui que planejei tudo, após recebê-la, seu quartinho todo decorado e lindo esperando por ela, suas roupinhas, tudo... tudo era difícil, entrar em cada cômodo da casa era mesmo que me tirar o ar, pois tudo me lembrava o que eu fazia quando estava com ela em meu ventre, meu Deus quanta dor...sair do quarto era quase que impossível, eu havia perdido o sentido da vida, não conseguia rezar e pedir forças a Deus, pois eu havia me trancado pra Ele por não entender e nem aceitar o porque de eu estar passando por isso, e só hoje 1 mês depois da sua partida eu consigo conversar com Deus e pedir que ele me conforte e que mais na frente me faça entender seus planos em minha vida, não esqueço da minha filha nenhum dia, lembro dela quase todas as horas, hoje converso com ela também, sei que ela esta em um lugar melhor que eu e o que aconteceu foi melhor pra nós duas, hoje ainda não entendo, mas futuramente sei que entenderei, e todos os dias falo pra ela o quanto ela é importante pra mim e o quanto eu a amo.



Maria Luiza passou pela minha vida de uma forma muito rápida, mas que transformou minha vida no mais puro amor por ela, pois a distância impede que eu a veja, mas nunca que eu a AME...

É um amor que só eu sei, e digo todos os dias a ela, te amo minha filha amada, que Deus te guarde e que te conserve no colo Dele, assim como eu faria se você  estivesse comigo, ela era a criança mais linda, que eu chamei de branca de neve, pois ela era branquinha de bochechas rosadas, cabelos pretos e boca vermelhinha, uma princesa linda, um anjo de luz, o meu amor mais eterno, a minha pequena Malu, então amigos este é um pouco do relato que aconteceu em minha vida, um pouco da minha dor, que foi o dia 20/02/12... dedico esse blog: anjomalu.blogspot.com.br a minha anjinha linda, ao meu maior sonho e meu amor eterno...MARIA LUIZA! AMO VC FILHA, hoje amanhã e pra todo sempre...beijos e fica com Deus da sua mamãe, Thyara!





sexta-feira, 27 de abril de 2012

Homenagem da mamãe Vanessa para seu anjinho Alan

 Olá Cecylia, meu nome é Vanessa e achei seu blog há 6 dias. Li tantos relatos e homenagens que me convenci em escrever também.


Eu tenho um filho de 7 anos, é uma dádiva na minha vida, eu o tive com 18 anos e sem dúvida ele é meu melhor amigo. É o máximo como ele é inteligente e carinhoso, é um companheirão.
Eu estou casada há 3 anos com o pai dele e ainda não planejávamos outro filho, mas este desejo estava se tornando cada dia mais forte em mim e eu só estava esperando um momento para conversar com o meu marido. Mas antes disso, engravidei!

Eu estava enjoando muito e não fazia idéia do que era, até cair à ficha, eu e meu marido tínhamos tido uma relação sem proteção e ela bastou. Comprei um teste de farmácia e fiz, não precisei esperar nada e lá estava os dois riscos rosa. Eu pulei, agradeci, ri tanto que não cabia em mim de tanta felicidade. Planejei como ia contar para todos, porque tudo ainda estava em segredo. No mesmo dia do teste de urina corri para um laboratório e fiz o exame de sangue e tive a confirmação.
Depois de uma semana curtindo a gravidez sozinha no meu íntimo, juntei meus pais e meu filho e anunciei que meu filho teria um irmãozinho. A cara de todos foi demais! Quando cheguei em casa meu filho contou ao meu marido...e a cara dele foi demais também. Me abraçou e não conseguia acreditar.
Desde então estava curtindo esta gravidez demais, muito mais confusa que a primeira, porque nesta eu sentia enjoos diários, desejos, fome, azia...o tempo todo.
Quando eu entrei no 6 mês meu querido Alan estava se mexendo menos, eu via que todo mundo dizia que era normal.
O chá de bebê estava todo planejado, fiz os convites, as cartelas para o tal do baby bingo, o bolo de fraldas...o quartinho já estava montado e o enxoval praticamente pronto. Até as lembrancinhas de nascimento eu já tinha comprado.

Eu já estava com 7 meses e meio e tive consulta com minha médica dia 10/3/12 e ao chegar lá ela não achava o coração dele, mexeu, mexeu e achou. Eu quase morri nessa angústia. Mas ele estava lá, batendo rapidinho.
Dia 20/3/12 eu comecei a me preocupar muito, pois parecia que meu filho tinha parado de se mexer, mas toda vez que pensava isso eu sentia ele mexer. Eu liguei para minha médica e ela me tranquilizou, disse que como estava tudo normal, não tinha por que me preocupar e me pediu para ir no seu consultório logo pela manhã do dia seguinte. Então lá fui eu, com o coração na mão e segurando o choro, por que se estivesse tudo bem eu me desesperaria a toa.
Ainda aconteceu a maior confusão, minha médica pediu para ir a um consultório e ela estava em outro. Mesmo assim, lá fui eu pegar metro e ir ao centro da cidade de São Paulo, eu precisava ver se estava tudo bem.
Lá, quando eu fui atendida ela não ouviu o coração do meu Alan, eu tentei me manter calma, afinal na última consulta ela também demorou a achar. Ela fez a recepcionista comprar outra bateria para o aparelho, pois ela disse que estava fraco. Esperei mais uns 40 minutos e nós tentamos de novo. Quando ela não ouviu eu caí num choro desesperado.

Se ele não estava mais mexendo e não dava para ouvir seu coração...eu não tinha esperança alguma.
A médica fez uma cartinha para o Hospital Santa Joana, onde eu teria meu filho, e solicitou um ultrassom de urgência, mas disse que alguém teria que me buscar porque não ia me deixar sair sozinha. Meu marido não tem carro, então liguei para o meu pai, disse que a médica tinha me mandado para o hospital e ele perguntou o que tinha acontecido. Eu não conseguia falar e comecei a chorar de novo. Ele foi me buscar correndo.

Eu não tenho palavras para explicar tudo o que eu estava sentindo. Quando eu parei de chorar, algumas lágrimas escorriam dos meus olhos sem força (como está acontecendo agora) e eu estava sem reação. Cheguei ao Hospital e tive que passar no médico antes de fazer o ultrassom, ele tentou novamente ouvir o coração do meu bebê, mas nada...
Ele me encaminhou ao ultrassom, todos que me atenderam foram caridosos e tentaram me consolar... Apesar de não existir consolo algum!
No ultrassom estava lá meu Alan perfeito e paradinho. A médica que fez o exame disse que a bolsa estava vazia e não tinha como saber o que aconteceu, ele estava com edema no cérebro e com água no pulmão, todavia não dava para saber se essas coisas tinham acontecido antes ou depois do óbito.

Aí foi só esperar a internação...
Quando eu estava fazendo a ficha, uma mulher super solícita disse que o parto seria induzido e seria normal, disse ainda que eu não sentiria dor, que eu tomaria anestesia quando o parto fosse acontecer, minha médica seria chamada, pois eu estaria sendo monitorada.
Eu não tinha coragem de falar para o meu marido que nosso bebê não nasceria mais com vida, mandei uma mensagem e ele me ligou chorando e disse que estava indo ao hospital.
Eu não queria falar com ninguém... eu só queria chorar.
Quando eu já estava no quarto meu marido chegou e meu pai foi embora, minha mãe iria buscar meu filho na escola e deixá-lo com uma amiga para vir me ver.
Neste mesmo dia, mais ou menos 17h30 uma enfermeira colocou um remédio para induzir o parto. Às 18 horas eu já sentia as contrações com muita dor nas costas.
Chamei a mesma enfermeira e avisei que as contrações estavam de 3 em 3 minutos. Ela fez o toque e disse que eu estava com 4 de dilatação.
Pediu-me que qualquer coisa diferente, ou se sentisse mais dor que a chamasse.

Nesse meio tempo, uma amiga minha me ligou querendo confirmar o dia do chá de bebê e eu tive que dizer que não teria mais chá e ela veio correndo também para o hospital.
No quarto já estavam comigo, meu marido, minha mãe, meu pai e minha amiga.
Minhas contrações avançavam muito rápido e eu estava sentindo muita, muita dor, além da emocional.
Chamei a enfermeira e surpresa: troca de turno.
Outra enfermeira entrou no quarto e eu disse que as contrações estavam durando mais de um minuto, a cada 1 minuto, ela disse "está bom" e saiu do quarto. Nesse mesmo momento que ainda era apenas 19h e parecia uma eternidade... veio uma contração que não passava e eu comecei a gritar de dor.
Entrou um monte de enfermeiras e iriam me levar ao centro cirúrgico bem rápido, mas não deu tempo...em meio as enfermeiras me pedindo para parar de gritar eu sentia já a cabeça do meu filho.
A contração parou e pulei para a maca...mas logo ela voltou e eu empurrei com toda a força e a cabeça dele saiu...lá no quarto.
As contrações diminuíram de intensidade e quando cheguei no centro cirúrgico uma enfermeira me pediu para empurrar com força que tinha o corpinho dele para sair. Até a placenta saiu. Eu estava exausta...na minha cabeça eu não teria dor, me garantiram isso.
Lá eu ouvi que a enfermeira chefe, que trocara o turno, nem sabia de mim, e minha médica nem ao menos havia sido avisada.

Passado tudo isso, eu pedi para ver meu filho, não uma, mas duas vezes. Arrependo-me de não ter pedido para pegá-lo no colo. Ele era tão lindo! Perfeito! Parecia muito meu primogênito recém-nascido.
A enfermeira disse que provavelmente havia sido o cordão umbilical que causou o óbito, porque ele estava com uma marca no pescoço, e meio roxinho. Ela não podia ter certeza porque quando eu cheguei a cabeça já tinha saído.

No quarto do hospital, meu marido ficou comigo, muitas pessoas foram me visitar, minha sogra até me ajudou, nem acreditei...e lá eu estava mais tranquila, vivendo naquele quarto, onde todo mundo sabia o que tinha acontecido. Ainda teve uma enfermeira sem noção que deu os parabéns ao meu marido...nem imagino a cara dele.

No dia de ir embora, quando eu passei naquele corredor...cheio de enfeites nas portas, flores e chorinhos de criança....por um momento eu quis morrer para não ter que ver aquilo! Era lindo e um pesadelo para mim, que estava indo embora de braços vazios.

Tudo ainda está muito recente...e tenho bons dias e outros praticamente horrorosos. O quarto do meu Alan ainda está lá montado, não consegui desfazê-lo. Eu só desfiz o bolo de fraldas e só....

Meu filho foi metade da minha vida durante toda a gestação... Sempre agradeço por tê-lo recebido e tornado minha vida muito mais feliz, mesmo que por pouco tempo. Acredito que tudo que aconteceu fazia parte do "plano". Espero que aonde quer que ele esteja, esteja bem!
Sempre vou amar meu Alan e tenho certeza que todos também... mas ninguém sentirá tanta falta dele como eu sinto!

Esse é meu relato, ainda sofro muito, e para ajudar meu casamento não anda bem das pernas. Então só Deus sabe se um dia engravidarei de novo, terei o tão desejado irmãozinho para o meu filho! Estou fazendo terapia, mas tenho a sensação de que nada vai adiantar...

Queria ainda lhe dizer que seu blog tem me ajudado muito nos meus dias ruins.
Obrigada

As fotos eu tirei no hospital, no dia 21/3/12.




Homenagem da mamãe Eusa para seu anjinho e sua anjinha Marcela Giovana


Olá Cecylia, tudo bem?
Tenho acompanhado seu blog desde 2010.
Meu nome é Eusa, tenho 37 anos, sou casada, mãe de um rapaz de 17 anos e de dois anjinhos que estão junto ao Pai.

Em maio de 2010 engravidei novamente depois de 15 anos, fiquei super feliz, pois há muito tempo queria outro filho, mas com 9 semanas de gestação perdi meu bebê, tive pequenos sangramentos e quando fui fazer uma ultrassom meu pequeno bebê estava sem os batimentos cardíacos. Fiquei desesperada. Internei-me no dia seguinte para fazer a curetagem, devido ao aborto retido. Senti um grande vazio tomando conta da minha vida. Como foi difícil passar por esta experiência tão dolorosa, mas graças a Deus consegui superar, apesar de nunca tê-lo esquecido, pois  era desejado e amado por mim e por meu marido.

Em abril de 2011, decidimos que tentaríamos novamente e em maio descobri que já estava grávida da minha pequena Marcela Giovana. Logo marquei o pré-natal, e no dia após a primeira consulta ao acordar notei um sangramento, fui ao médico, fiz um ultrassom, mas graças a Deus estava tudo bem. Meus exames, ultrassons (TN, Morfológico) todos normais, até que no dia 21/12/2011 fui fazer uma ultra com 33/34 semanas, e para meu desespero, minha menina havia desenvolvido uma dilatação dos ventrículos laterais cerebrais, e outras alterações que também foram observadas. Fiquei sem reação.

No dia seguinte fui à minha GO e ela me disse que poderia ser uma hidrocefalia ou outra síndrome, mas que somente após o nascimento poderia saber exatamente o que era e me encaminhou ao Serviço de Medicina Fetal. Como não tinha plano de saúde, fiquei 11 dias numa angústia total.

No dia 01/01/2012 comecei a sentir dores e fui para a maternidade, quando cheguei, já estava com quase 8 cm de dilatação, mas quando a médica foi ouvir o coraçãozinho, ele havia parado de bater. Quanta tristeza eu senti naquele momento. Pedia a Deus que tudo fosse um engano, não acreditava que estava acontecendo novamente. Saber que minha filha iria nascer, já sem vida, foi muito doloroso. Apesar de todo sofrimento emocional, o parto foi tranquilo. Minha princesinha nasceu com 36 semanas, pesando 2,710kg, às 13:45h do dia 01/01/2012.

Tive forças para pegá-la o tempo todo que fiquei na sala de parto, sentindo seu corpinho inerte sobre mim. Como foi difícil deixá-la, quando tive que ir para o quarto. Eu ouvia o choro dos outros bebês e queria que a minha menina estivesse comigo. Não quis fazer exames para saber a causa dos problemas que ela desenvolveu, e me arrependi depois, peço a Deus que se for da vontade dele quero ser mãe novamente. Já se passaram quase 4 meses, e choro todos os dias, ainda não consegui ver as coisas do enxoval dela, fico triste quando vejo outras mulheres com bebês no colo, ainda mais se for menina, fico imaginando, como ela estaria se estivesse viva. Deus, meu marido e meu filho são minha força.

Cecylia, lendo as postagens do seu blog, notei que minha história se parece com a sua. Por isso entrei em contato pelo msn, e pelo orkut.  Tenho muita fé em Deus e tenho certeza que Ele está comigo e com todas as mamães de anjos nos amparando e nos fortalecendo nessa situação tão dolorosa, pois a dor que sentimos quando perdemos um filho é indescritível.

Um grande abraço.
Eusa 
Contagem – MG






quarta-feira, 25 de abril de 2012

Homenagem da mamãe Juliana e do Papai Leonardo para sua anjinha Ana Victória

Oi me chamo Juliana tenho 23 anos, sou casada já vai fazer 2 anos. Sempre sonhei em ser mãe, eu e meu esposo sempre sonhamos com esse momento. Até que um dia comecei a ter enjoos ai resolvi fazer um exame de sangue, pra nossa felicidade o resultado deu reagente que quer dizer POSITIVO, nossa meu coração se encheu de alegria. Enfim todos ficaram muitos felizes com a minha gestação, já tava com 12 semanas de gestação e não sabia. Meu parto ficou previsto para o dia 30/03/12.
Comecei a fazer meu pré-natal no mês seguinte, tudo ia muito bem graças a Deus e assim foi com o passar do tempo. Com 5 meses de gestação na us morfológica o médico me informou que era um menino, nossa que alegria ia ser mãe de um lindo homenzinho, mas confesso sempre sonhei com uma menina que ia ser chamar  ANA VICTÓRIA, enfim depois vocês vão entender. Nossa um menino meu marido ficou radiante, já escolheu o nome VICTOR EMANUEL. Comecei a fazer o enxoval do Victor, até que num dia o médico achou que era uma menina, mas não deu certeza. Mas todos diziam a morfológica não engana, mas meu coração lá no cantinho sabia que não era, mas independente do sexo eu ia amar de qualquer jeito. Parei de comprar tudo azul fui pra cor verde. No dia 04/03/12 foi o meu aniversário e o meu chá de bebe, alegria em dobro, tudo tão perfeito, tudo na cor verde. Quando finalmente chegou o mês do nascimento, nossa faltava tão pouco, até que no dia 12/03/12 fui fazer uma us com doppler aí começou meu sofrimento, a médica com muita dificuldade me contou que o meu bebe tão esperado tava sem batimentos cardíacos e que ele já não estava evoluindo a um tempo, nossa meu mundo acabou naquele instante estava sozinha naquele consultório e ainda sem meu bebe, liguei pro meu esposo desesperada, ele saiu as pressas do trabalho, não só ele, mas meus irmãos também pra me ajudar no pior momento da minha vida. Enfim fui induzida a um parto normal. Nossa que dor no coração eu ali naquela sala de pós-parto com aquelas mães com seus bebes vivos na barriga e o meu morto. Me deram remédios para eu ter as contrações quando foi 01:20 da manhã tive o meu bebe,e pra minha alegria e tristeza era uma LINDA MENINA, A MINHA ANA VICTORIA, naquele momento desabei em lágrimas, no fundo do meu coração eu sabia que não era menino. Nossa ela era tão linda, perfeita, era como nos meus sonhos, linda, perfeita, cabeluda demais, nossa eu ia ser uma mãe coruja. Enfim eu não podia enterrar minha filha sem ao menos ela usar alguma roupinha que seria dela. Não puder ir ao seu enterro, mas pedi para meu esposo que fosse por mim e por ele, pois ele não queria ir pra ver a nossa filhinha tão esperada e amada, enfim ele foi e a enterrou com a roupinha que ela ia sair da maternidade. Enfim já vai fazer 2 meses que ela se foi, mas a dor não diminui, não passa. Todos me dizem que seria pior se eu tivesse convivido com ela, mas o meu sofrimento esta sendo pelo que eu não estou vivendo, por não poder pegá-la no colo, não poder amamentá-la, não poder arrumar elas com as roupinhas que compramos com tanto amor, sei que ela está num bom lugar ao lado do PAPAI DO CÉU, mas confesso que está sendo muito difícil não ter ela aqui comigo, mas Deus sabe de todas as coisas, tenho certeza que, quando eu menos esperar Ele vai me abençoar de novo, para  eu ter a minha VITÓRIA. Os médicos me deram 6 meses pra poder engravidar de novo, mas tenho medo que aconteça a mesma coisa... Mas sei que ser for da vontade de Deus tudo dará certo.

Ate hoje não sei exatamente o que levou a essa morte intrauterina, as únicas coisas que foi me passado é que ela parou de desenvolver e que eu estava com pouco líquido, e também ela estava com duas voltas fortes do cordão umbilical no pescoço e estava apenas com 1,388kg, mas era linda.


Filha linda, minha Ana Victória  eu e seu papai vamos ter amar eternamente você sempre será a nossa bebe linda, que desde da época do nosso namoro já era tão planejada.

Filha te amo, te amo te amo, te amo... Meu amor por você não tem tamanho... Sei que olhas pela mamãe e pelo papai em breve se Deus quiser irei te dar um irmão ou uma irmã.