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Quem sou eu

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São José do Rio Preto, São Paulo, Brazil
Meu nome é Cecylia sou casada há 14 anos com o Paulo Henrique, tenho uma menina que se chama Débora hoje ela está com 12 anos. Sei exatamente como você esta se sentindo, porque já passei por isto também, perdi o meu bebê quando estava grávida de 7 meses e meio, foi morte intra-uterina no dia 09/10/2007 seria o meu segundo filho um menininho. Eu tive dengue com três meses de gestação a geneticista que me atendeu disse que o vírus da dengue pode ter entrado através da placenta e atingindo o feto e com 7 meses e meio ele desenvolveu hidrocefalia, juntou água na cabecinha dele. Como você eu sofri muito e até hoje sofro, porque não é fácil aceitar. Dói muito amiga, é uma dor que parece que não tem fim. Se você precisar conversar sobre tudo que lhe aconteceu estou a disposição. Se você já passou por isto escreva contando como você superou esta perda, e se teve outro bebe. O seu depoimento é um ato de amor, para outras mamães que estão passando pelo que você passou. Amiga (o) seja bem-vinda (o), agradeço sua visita. Deixe seu comentário.

NOSSOS ANJOS, AMOR ETERNO!

NOSSOS ANJOS, AMOR ETERNO!
Passe o mouse sobre o texto para parar de correr
"Meu Bebe, eu queria cantar para embalar seus sonhos, agora sei que os anjos do céu farão isso por mim... Eu queria olhar nos teus olhinhos a brilhar e dizer que te amo, agora farei isso olhando as estrelas... Eu queria te pegar no colo e te envolver no meu abraço, mas sei que nos braços do Pai você estará bem mais protegido do que nos meus... Por mais que o tempo passe, nunca vou me esquecer de você porque o meu amor é eterno."
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Nossos anjos existiram, se fizeram presentes em nossa vida, mesmo que por pouco tempo, vamos eternizar estes momentos mágicos que vivemos fazendo esta homenagem para nossos bebes tão amados. A sua história pode ajudar outras mães de anjos que estão passando pelo mesmo que você. Basta publicar sua história nos comentários de cada postagem, só não será possível postar fotos.
Cecylia

quarta-feira, 9 de outubro de 2013

Hoje faz 6 anos que meu bebe partiu, o tempo passa mas eu não me esquecerei dele jamais.


Oi pessoal, me desculpe por não dar notícias, agradeço a preocupação de todas as amigas que deixaram recadinhos aqui no blog durante o tempo que estive ausente. Eu estou bem, mesmo com minhas limitações em relação a trombose que tive em janeiro. Ainda estou fazendo vários exames para saber o real motivo desta enfermidade e se será necessário que eu use o anticoagulante pelo resto da vida.
Hoje faz 6 anos que meu filho morreu no meu ventre, estou triste sim, pois é impossível esquecer tudo o que eu vivi, acredito que nenhuma mãe de anjo esquece o dia da partida de seus anjos, as recordações ainda são grandes em minha vida, eu confesso que ainda dói demais. Eu bem que gostaria de esquecer de tudo, mas infelizmente não consigo. Hoje imagino o quanto o meu filho estaria lindo se estivesse aqui, com certeza seria um garoto bem arteiro, como todo menino é. Fico imaginando quantas coisas deixei de viver ao lado dele e como teria sido bom que ele estivesse aqui comigo, eu ia amar ser mãe de um menino.
Os porquês ainda rodam a minha mente, porquês sem respostas, que insistem em ficar, ainda não consigo entender porque meu bebe teve que partir. O tempo passa e a cada dia me sinto mais desmotivada para escrever sobre este assunto, não sei se é porque eu não tive outro filho e agora com a trombose fica mais complicado ainda, acho que o conformismo chegou até mim, nunca fui de ficar escrevendo para o meu filho, pois sei que ele partiu naquele exato momento em que seu coraçãozinho parou de bater, nem sei se Deus permite ou não que ele saiba o que acontece neste mundo, acho que às vezes só eu sofro pela sua ausência. Enfim, estas respostas só saberei quando eu estiver do outro lado da vida.
Não pretendo mais ficar postando histórias de outras mães de anjos no blog por falta de tempo mesmo, mas o blog ainda continuará aberto para quem desejar contar sua história nos comentários, o blog tem conteúdo o suficiente para que todas as mamães de anjos que estão passando por esta experiência terrível em suas vidas tenham um ponto de apoio.
No momento eu estou muito focada neste assunto da trombose, pois é muito sério e se não for bem cuidado pode sim levar a morte. Minha filha Débora continua linda, e é a razão do meu viver, nem sei o que faria se não tivesse ela para acalentar meu coração, neste dia tão triste, só eu me lembro deste dia e ninguém mais, acho que nem o meu marido se lembra, prefiro sofrer em silêncio sem contar para ninguém da família.
Tenho visitado de vez em quando outros blogs de mamães de anjos, mesmo não comentando, fico muito feliz em saber que algumas mamães já realizaram o sonho de ter outro bebe, algumas mamães estão grávidas e isso é muito bom.
Eu queria dizer para as mulheres que ainda podem ter filhos para tentar, que não desistam de seus sonhos de ter outro filho, pois a convivência com os irmãos é essencial para o ser humano, é com os irmãos que aprendemos as nossas diferenças, é com os irmãos que aprendemos a dividir, a perdoar, a ser, menos egoístas, é com os irmãos que formamos laços familiares.
Que Deus abençoe a cada pessoa que visita este cantinho. Ele sempre será o cantinho especial do meu bebe, quando a saudade aperta é aqui que eu venho para ver o vídeo dele, o vídeo em que ele estava vivo dentro de mim, ainda olho o vídeo e custo a acreditar que ele se foi.

Cecylia

sábado, 23 de fevereiro de 2013

BLOG FECHADO POR TEMPO INDETERMINADO.


Nunca pensei que esse dia fosse chegar, mas enfim chegou, vou deixar o blog aberto para os leitores, mas novas postagens estão suspensas por enquanto.
Infelizmente estou passando por problemas de saúde, estou com o pé esquerdo quebrado e para completar deu trombose na mesma perna logo em seguida também. Estou tendo que usar um par de meias de compressão nas duas pernas, e uma bota imobilizadora na perna esquerda por causa da fratura do pé.
A situação é um pouco mais séria do que eu imaginava, fiquei internada no hospital por 7 dias em repouso absoluto, pois minha perna esquerda estava muito inchada. O médico vascular passou um tratamento com anticoagulante para afinar o meu sangue, para evitar que dê uma nova trombose (trombose é o entupimento de uma veia) no meu caso entupiu uma veia da coxa que compromete o sistema vascular provocando uma Trombose Vascular Profunda.
Dentro da veia se formou um coágulo, segundo o médico, o coágulo pode se desprender a qualquer momento e seguir a caminho do coração ou do pulmão o que pode ser fatal, posso ter uma morte súbita (de repente) espero que isso não aconteça, pois tenho ainda muitos sonhos para realizar, estou orando para que Deus mude a circunstância e peço a todas as amigas do blog que orem por mim.
Infelizmente estou tendo que anular o meu sonho de ter um segundo filho, pois a medicação que estou tomando é contínua, vou ter que tomar a vida toda e isso me impossibilitará de engravidar porque pode provocar má formação fetal e por a minha vida em risco, o que me deixa bem triste. Fui proibida pelo médico até de tomar o anticoncepcional, pois ele provavelmente foi o responsável pela trombose que deu na minha perna.
Eu acredito em milagres, acredito no poder de Deus, acredito que a situação possa se reverter, porque Deus é Deus.
Ainda não sei o motivo porque temos que passar por tantas lutas, ainda sinto muita tristeza por ter perdido o meu filho, quem é mãe de anjo sabe que tristeza é esta, acho que vou carregá-la pela vida toda, aceitar a gente aceita, pois a vida continua, mas se conformar com a morte de um filho desejado é outra coisa bem diferente, mas eu creio que um dia saberemos o motivo de tudo isto ainda que seja em outra vida, só sei que é um mistério de Deus.
Preciso de um tempo pra mim, para refletir, gostaria muito de fechar este blog também com chave de ouro, gostaria muito de ter um depoimento de vitória com o meu novo bebê nos braços, mas por enquanto Deus ainda não permitiu. Apesar de tudo, sou grata por Deus por ter minha filha Débora que amo tanto ao meu lado, eu tive o prazer de ser mãe dela e posso dizer que sou a mulher mais feliz do mundo por ser mãe de uma menina tão linda, a Débora é minha razão de viver.
Ando bem desmotivada para escrever, quando eu tiver uma boa notícia volto a abrir o blog novamente. Por enquanto novas postagens feitas por mim estão suspensas, caso queiram é só postar sua história ou depoimentos diretamente nos comentários das postagens existentes que serão publicados mesmo assim, só que sem fotos.
Quero que vocês saibam que sinto uma compaixão enorme por cada mãe de anjo que publicou sua história no meu blog, entendo a dor de cada uma como ninguém, pois também sou mãe de um anjo, fiquei muito feliz por cada depoimento de vitória que recebi neste cantinho.
Gostaria que as mamães que participaram do blog continuassem respondendo aos comentários que as mamães de anjos  vão deixar em suas postagens.
Deixo aqui o meu carinho por todas.
Cecylia

segunda-feira, 4 de fevereiro de 2013

Homenagem da mamãe Daniela, do papai Daniel e da irmãzinha Isadora para sua anjinha Heloísa

Eu, minha filha Isadora e minha filha Heloísa, no chá de bebê!
Olá
Sou Daniela, tenho 31 anos, sou casada com o Daniel há 7 anos. Sou mãe da Isadora, de 4 anos, meu anjo na Terra; e da Heloísa, meu anjo no céu.
Perdi minha filha Heloísa há 40 dias e estamos vivendo um dia de cada vez, tentando juntos superar o luto.
Tive uma gravidez tranquila até o 7º mês. Depois, sofri muito com cólicas renais, mas nada que prejudicasse minha gestação.
Heloísa sempre esteve sentada e assim permaneceu até nascer, com 38 semanas.
Faltava uma semana para a data estimada do parto. Tive por 5 noites consecutivas o mesmo sonho premonitivo. Nele, eu dirigia um chevette marrom, com a Isadora atrás, e corria em alta velocidade de um carro que me perseguia. Subi uma colina tortuosa e ao chegar ao pico, havia apenas um banheiro químico. Entrei nele com a Isadora no colo e a Heloísa na barriga. Um homem batia com força na porta do banheiro e gritava que era para eu dar a minha filha. Gritou 3 vezes e eu respondia que não. Então ele arrombou a porta. Eu não vi o seu rosto. E assim eu acordava, sem saber o final do sonho.
Dia 19 de dezembro, eu estava dormindo, eram 2h da madrugada. Acordei para ir ao banheiro e eliminei mecônio junto com a urina.
Então eu soube que minha filha ia morrer. Arrumei tudo rapidamente. Liguei para minha mãe vir e ficar com a Isadora. Quando ela chegou, eu estava chorando porque não queria perder minha filha, mesmo sabendo que isso iria acontecer de qualquer jeito. Pedi que ela rezasse muito para que eu estivesse errada.
Fomos correndo ao hospital. No carro, fiz mais de 300 Ave Marias (a única oração que sei) pela alma da minha menina.
Não contei ao meu marido do sonho. Não queria deixá-lo preocupado. Disse apenas para minha mãe.
Fiz uma cesárea de emergência, pois a bebê estava em sofrimento.
Após o parto, ainda no centro cirúrgico, tive altas de pressão e entrei em choque. Quase morri. Perdi muito sangue e tomei muita morfina.
Era um desespero arrasador. Eu vi a minha filha agonizar. Eu vi a minha filha morrer.
Heloísa nasceu com 3.100 kg, mas completamente tomada pelas fezes. Aspirou aquele líquido espesso e durante 44 minutos tentaram a sua reanimação, enquanto me "fechavam" e cuidavam para que eu saísse viva dali.
Ela morreu sem conseguir um mínimo de oxigenação. Teve 5 paradas cardíacas e se foi. Os oito pediatras presentes não tinham mais o que fazer.
Era um silêncio aterrorizante. O silêncio do vazio.
Minha filha era muito bonita, pude vê-la apenas uma vez, já morta, e por pouco tempo, pois eu estava indo para a recuperação intensiva. Não pude carregá-la, não tinha forças.
Minha recuperação física foi difícil.
Saí do hospital sem filha nos braços, de cadeira de rodas, olhando para todas as outras mães felizes, e me perguntando muitas coisas: como eu contaria para minha filha que a irmã que ela tanto pediu e esperava tinha morrido? Como eu viveria com tanto vazio e sofrimento e dor dentro de mim? Como eu olharia para meu marido sem chorar? Eu era culpada? Será que eu me recuperaria?
Passei 15 dias na minha mãe com minha família, recebendo cuidados, curativos, secando o leite, fazendo enfaixamentos e etc...
E saí da minha mãe com mais perguntas: o que fazer com o quarto montado? Teria forças para ver as roupinhas? Como eu cuidaria de tudo de novo? Será que eu me alegraria outra vez?
Nunca tive respostas para nada. Simplesmente as coisas foram acontecendo e a gente foi tentando vivê-las.
Choramos muito, ficamos com raiva e com culpa, choramos mais, doamos tudo... emagreci os 12 quilos ganhos, a cicatriz está boa, o leite secou... minha filha Isadora sofreu muito, fez mil perguntas, se isolou... meu marido enlouqueceu, irritou-se com o mundo, não conseguia ficar próximo a mim...
40 dias depois e as coisas são lentas, mas seguem.
Não temos pressa.
Compramos uma filhote de Golden Retriever para nossa filha ficar mais feliz. Ela está contente de ter uma amiga, que não substitui a irmã desejada, mas que a ajuda a passar pelo luto com mais força. Ela está bem e ansiosa para começar as aulas. Decidiu que quer fazer natação.
Fizemos do quarto da bebê um lugar para convivermos. Colocamos sofá, brinquedos, som...
Continuo na terapia, desde o dia da perda, uma vez ou mais por semana. Converso sobre o assunto para elaborar o luto dentro de mim.
Voltamos a trabalhar dia 04 de fevereiro, depois da licença médica. Como sou funcionária pública, não tenho direito a licença maternidade, mesmo a Heloísa tendo sido neo-morta. Mas acho que me fará bem. Tenho vontade de rever meus amigos e meus alunos.
Escrevi poemas para aliviar a dor. Isso me ajuda. E decidi que vou publicar meu livro esse ano.
Eu e meu marido estamos nos aproximando aos poucos, sem medo de fazer o outro chorar. E conversamos sobre a vontade de ter outro filho, mesmo depois de tudo. Ainda queremos mais um filho.
Todos nós estamos usando pomada de Oxalis e Floral de St. Germain emergencial para restituir nossos corpos sutis ao lugar deles.
Também resolvemos plantar árvores no quintal. Uma jabuticabeira, uma mexeriqueira e uma laranjeira. Faz bem para nós cuidar das plantas.
Lembro da Heloísa todos os dias. E quando quero não lembrar, minha filha Isadora me lembra. Mas a dor já não é desesperada. É uma dor calma. Uma saudade.
Não acho que essa dor vai passar nunca. Ela vai sedimentar, mas jamais será esquecida.
Agradeço todos os dias por ter minha filha Isadora, por poder vê-la crescer, por ter sido poupada. Agradeço por ter uma filha esperando por mim em casa.
Mas também agradeço por ter uma filha no céu, me esperando e cuidando de mim. Agradeço pela Heloísa ter ficado comigo 9 meses, recebendo amor e me dando felicidade e esperança.
Eu amo minhas filhas, para sempre.



Daniela 


Eu, Isadora, Heloísa e meu marido Daniel, na praia, dois meses antes dela nascer!
Abaixo, os poemas que escrevi.

Heloísa
I
Encontrei em mim
A beleza de um amor sereno
Que apazigua, adormece,
Distrai o meu olhar.
Acostumada às vertigens
De uma paixão sem medidas
Que não cabe no peito,
No beijo ou no pranto,
Surpreendo-me amando
Sem ansiedade ou culpa,
Ao menos por agora.

II

Levo você e teu nome
Em delicada manta de tricô
E o cheiro suave da calêndula
Perfuma tua pele de dias.

III

A tua presença ensina
Luta, coragem, devoção.
Bem antes já sabias
Da minha incompletude.
Chegou sem ser dona,
Só ou exclusiva.

IV

Amar-te calmamente
Faz-me viver melhor.

(3 dias antes do parto)

Sobre 19 de Dezembro de 2012
Eu vi
Eu ouvi
Eu senti
Você ir embora.
Restou dor.
Dor.
Dor.
Dor.
A dor impossível.
A dor do para sempre.

Não blasfemei.
Não odiei ninguém.
Não culpei a quem.

Só queria ser feliz
Nos sonhos que tinha,
Nos desejos de tê-la
No colo, no seio,
Ao meu lado dividindo.
Bem perto, vivendo,
Para que eu pudesse vê-la
Um dia, sorrindo,
Em casa, correndo,
A criança que era minha.

(escrito 3 dias depois da morte)

7 Dias Depois
Não durmo.
Ainda ouço os sons:
Das minhas mãos batendo contra a dopamina;
Do sugador aspirando meu dentro;
Da sirene da incubadora nunca usada;
Do choro baixo de quem amava como eu;
Do silêncio em que você veio e no qual ficou;
Da dor de te ver só uma vez.
O som do vazio.

Heloísa (in memorian)
I
Encontrei em mim
A fortaleza de um amor eterno,
Resignado, sem nada em troca,
Que mareja o meu olhar.
Acostumada as marolas
De amar-te calmamente,
Na leveza do toque,
Da prece ou do canto,
Surpreendo-me vencendo,
Às vezes com culpa e ansiedade,
Minha perda de agora.
De sempre.

II
Levo você e teu nome
No relicário do meu coração,
Ainda que o som agudo do vazio
Acompanhe cada um dos meus dias.

III

Tua ausência me ensina
Luta, coragem, devoção.
Bem antes já sabias
Da minha incompletude.
Chegou e se foi,
Minha e do céu.

IV

Amar-te,
Ainda que assim,
Faz-me viver melhor.

(8 dias depois da morte)

Um Dia de Cada Vez
I

Amanhece.
Com fortaleza,
Executo a tarefa
Diária e dolorida
De retirar com calma
- a pá empunhada -
Mais um pouco da terra
Que me recobre inteira.

II

Anoitece.
Com esperança,
Acredito que a tarefa
Um dia, quem sabe?,
Por fim termine
E eu sinta, de novo,
Em meu rosto minguado,
O carinho suave da brisa.

III

Na alma, a fé na paz que desejo.

(10 dias depois da morte)

A Velha Mãe
A Velha Mãe,
Mãe de todas nós,
Vestida de lua,
Tecerá uma manta
De brilhantes estrelas
Para cobrí-la do vento,
E entoará cantigas
Esquecidas do mundo
Para acalentar teu sono.

A Velha Mãe,
Mãe de todas nós,
Coroada de sol,
Alimentará teus sonhos
Com histórias bonitas
Sobre seres celestes,
E saciará tua fome
Com leite eterno e morno
De teu seio enrugado
- cúmplice do pranto
de todas nós, filhas,
que perdemos os filhos
e deitamos em teu colo,
pedindo consolo e carinho.

A Velha Mãe,
Mãe de todas nós,
Senhora dos tempos,
Te fará forte,
Mais que a mim,
Para que me vejas de longe,
Caminhando errante;
E suportes, resignada,
Meu egoísmo e apego
De querê-la aqui
Para que eu fosse feliz.

A Velha Mãe,
Mãe de todas nós,
De paciência infinita,
Cuidará de ti,
Da tua pele e espírito,
Com óleo de cheiro e amor,
Assim como eu faria
Se estivesses aqui.

A Velha Mãe,
Mãe de todas nós,
De eterna sabedoria,
Te ensinará sobre tudo,
Te protegerá do medo
E te guardará do mau.
Por ela, saberás,
De mim, que fiquei;
Para quando for hora
E estivermos prontas,
Possas, enfim, me visitar
Para apaziguar meu pranto,
Que é só por mim
E pela saudade.

(15 dias depois da perda)

Força
Noite adentro.
E o pássaro
Que cantava
Em meu peito
Resiste,
Rouco,
Sussurrando
Sua melodia
Para o sol
Nascente
Que não vejo.
(17 dias depois da perda)

Presságio

Eu soube que era você,
Anjo da morte,
Naquele chevette marrom,
Seguindo-me pela colina,
Até o topo, bem alto,
Para levá-la de mim.

Eu soube que era você,
Anjo da morte,
A esmurrar com força
A porta do banheiro químico,
Gritando comigo, bem alto,
Para dar-te meu bem.

Eu soube que era você,
Anjo da morte,
Carregando para longe,
Com carinho e segurança,
O sonho por mim cuidado,
Enquanto eu rezava o que sabia.

Eu soube que era você,
Anjo da morte,
Quando atravessou meu dentro
Para revirar a minha fé
E testar os meus limites,
Sem ao menos ver o teu rosto.

Eu soube que era você,
Anjo da morte,
Visitando a minha casa
Durante a madrugada,
Rendendo-me a minha sina
De ser pequena, mas abrigo.

Eu soube que era você,
Anjo da morte.
Eu pude sentir tua força
E toda a minha impotência.
Eu chorei tua partida
E acenei um até logo.

Eu sempre soube que era você,
Anjo da morte.

(25 dias depois da perda)

sábado, 2 de fevereiro de 2013

Depoimento de vitória da Leide mãe do anjo Davi, agora ela teve o Pedro.

Esse é o Pedro, lindo todo de azul.

Oi Cecylia vim falar da minha vitória, já tinha te falado da minha gravidez e agora vim contar que o Pedro nasceu...finalmente...Deus restituiu nosso sonho... Em 2011 sofri muito com a perda do meu filho Davi, não entendia como um bebe tão esperado tinha sido levado tão cedo, sem chances de conhecer este mundo...mas não cabe a mim entender a vontade do Pai, afinal de contas Ele é Perfeito e seus planos também. Foi uma dor terrível, não desejo a ninguém e nenhuma mãe deveria passar por isso (só quem já passou entende esta dor), mas hoje estou aqui pra contar minha vitória, passei 9 meses cheia de medo e insegurança, apesar de ter tido uma gravidez bem tranquila... Foram 9 meses agradecendo a Deus todos os dias pela vida do Pedro, 9 meses sendo paparicada por todos da família, do trabalho e entre os amigos... Foram meses me sentindo indisposta, enjoada, cansada, pesada, feinha e gordinha...kkkkkkkk, mas tudo tinha um propósito, tinha uma finalidade...e o dia dessa vitória chegou com a permissão de Deus... Portanto nunca desistam mamães de anjos...
Hoje estou com meu Pedro nos braços e a emoção é sem limites....

Se você quiser ver a homenagem que a Leide fez para seu anjo Davi no blog basta clicar no link abaixo:
http://www.perdimeubebe.blogspot.com.br/2012/09/homenagem-da-mamae-leide-e-do-papai.html

domingo, 27 de janeiro de 2013

Depoimento de vitória da Gislaine mamãe do anjo Enzo, agora ela teve o Pietro.


Oi Cecylia
É com muita alegria que venho lhe dizer que meu filho nasceu, o Pietro. Minha benção nasceu!
Sinto como se essa nova oportunidade de maternidade tivesse sido oferecida por Deus não como uma forma de recompensa após perder meu anjinho Enzo, mas sinto que Deus ouviu minhas preces quando lhe pedi que me desse uma nova oportunidade de gerar uma vidinha e que deste eu pudesse cuidar, educar e fazê-lo crescer e se tornar adulto, velhinho, etc ...
O Enzo foi um anjinho que gerei durante 9 meses mas ele pertencia a Deus! E assim voltou ao seio de Deus ...
Lógico que o nascimento do Pietro veio trazer felicidade, mas é claro que isso não apaga a dor de ter perdido meu anjinho, o Enzo. O mês de janeiro ficou marcado em minha vida como o mês onde perdi meu bebê, o anjinho Enzo, mas também como o mês que ganhei meu Pietro ...
Eu só quero deixar registrado que tenho abraçado esta nova oportunidade com o máximo de alegria e dedicação possível, afinal meu filho Pietro merece isso e sei que meu anjinho Enzo do céu nos protege...
A gestação do Pietro não foi nada fácil, pois foi um pré-natal de alto risco, mas graças a Deus tudo ocorreu bem...
Espero que as mamães de anjos não desistam dos seus sonhos, sejam eles quais forem!
Se fortaleçam em Deus e confiem que no momento certo ele proverá as ferramentas para que tudo se concretize...
Quero inclusive lhe reafirmar o quanto o blog perdi meu bebê foi importante para mim, tanto no meu momento de dor com a ferida aberta, como através dos depoimentos de vitória que li aqui.
Um super beijo à você Cecylia e a todas mamães de anjinhos.

Meu blog : gislaineder.blogspot.com.br

Se você quiser ver a homenagem da Gislaine para seu anjo Enzo basta clicar no link abaixo que abrirá a página para você:

Neste outro link está o comunicado da gravidez do Pietro:
http://www.perdimeubebe.blogspot.com.br/2012/06/mais-uma-mamae-de-anjo-esta-gravida.html


Esse é o Pietro motivo de muito orgulho de sua mamãe Gislaine

sábado, 19 de janeiro de 2013

Homenagem da mamãe Daniele para seu anjo Pedro Augusto


Eu sou Daniele tenho 21 anos de idade...
Minha história não e das boas, eu estou sofrendo ate hoje com tudo o que aconteceu comigo, com o pai do meu filho e com meu filho...
Eu estava junto com o pai do meu bebe há 3 anos, e eu estava tentando engravidar nesses 3 anos que estamos juntos, só que tinha alguma coisa impedindo... eu fui atrás de médicos, certo dia minha ginecologista me passou um ultrassom pra ver se tinha algo no meu útero... Quando o médico estava fazendo meu ultrassom ele me perguntou o porque desse ultrassom... aí eu disse que era pra ver se tinha algo que estava impedindo eu de ter filho, ele virou pra mim e disse, olha moça eu tô vendo aqui que você não tem nada que impede de você ter seu filho não... Você pode engravidar sim... só que seus ovários é que são lentos, deve ser por isso que até hoje você não engravidou... mas tenha cuidado...
Aí eu fui outra vez na minha médica e ela me passou um remédio para regular minha menstruação pra eu tentar engravidar, isso tudo foi no final de 2011... Só que no ano de 2011 sempre o pai do meu filho ficava passando a mão e beijando minha barriga me pedindo um filho homem, e eu não conseguia arrumar... Era isso todos os dias me pedindo...
Mas algo que eu não esperava aconteceu ele começou a mexer com coisa errada e eu também. Aí que é que impedia mais ainda de arrumar um filho pra ele... Certo dia começamos a vender drogas, não sei porque... Mas aconteceu.
Aí eu disse pra mim mesma que se eu engravidasse eu iria parar com tudo o que eu estava fazendo...
No começo de 2012 dia 11 de janeiro, policias me pegaram eu estava sozinha e o pai do meu filho estava em casa, me prenderam... e eu estava grávida de 2 meses e não sabia... Fui para o presídio grávida, quando eu já estava há 8 dias presa tive a notícia que o pai do meu filho foi assasinado, sabe depois dessa notícia eu queria e morrer, porque eu amava ele demais...
Aí o tempo foi passando e meu corpo só entrando em mudanças e não sabia oque era, porque eu não estava passando mal... Aí umas meninas que estavam junto comigo me perguntaram se eu não estava grávida? Aí eu disse que não, porque minha menstruação era meia doida, que não vinha todo mês... Aí eu pedi pra fazer um exame de gravides... Isso foi em fevereiro, quando foi dia 01 de março eu recebi um resultado que eu estava grávida, sabe naquele momento eu fui chorando de triteza e ao mesmo tempo de felicidade, era o meu sonho sendo realizado...
No dia da visita da minha família eu falei que tinha uma notícia boa pra eles, ele não acreditaram... A família do pai do meu filho ficaram também todos felizes.
Aí foi passando o tempo minha barriga foi crescendo cada vez mais, quando foi dia 31 foi minha liberdade, fiquei livre pra ganhar meu lindo filho...
Fui pra minha casa, nada melhor do que estar com a minha família de volta...
Aí comecei a fazer o pré-natal tudo de novo, todo mês indo ao médico, engordei 15 kilos, casa vez mais meu filho crescendo não via a hora dele chegar logo, eu estava ansiosa demais...
quando foi em 19 de setembro fui na igreja que eu frequento evangélica, pedi para a pastora orar pra mim e pro meu bebe, e não sabia que estava chegando o grande momento, eu estava sentindo uma dorzinhas... Aí a pastora começou a orar e tive livramentos que meu filho estava enrolado no cordão umbilical.
Quando eu sai da igreja já era umas 22:00hs comecei a sentir uma dores fortes, deitei na minha cama e não estava aguentando de tanta dor...quando foi 2 horas da manhã meu pai me levou no Hospital Odete Valadares em Belo Horizonte, e eles me atenderam, eu estava com 1 centímetro de dilatação e eles não quiseram me deixar ficar no hospital, falaram pra eu voltar pra casa e quando aumentasse a dor era pra eu ir de novo no hospital... A minha dor foi só aumentando eu não estava nem conseguindo dormir de tanta dor... Acho que nesse dia tomei uns 8 banhos, aí foi passando a hora e cada vez mais a dores aumentando e aumentando...
Quando foi umas 14:00h do dia 20 DE SETEMBRO eu já não estava aguentando, aí eu fui para o hospital de novo... Cheguei lá esperei um pouco porque estava lotado de grávidas quando fui atendida a médica fez o toque e estava vendo que tinha alguma coisa estranha com meu filho minha mãe do meu lado sem saber o fazer e eu ali chorando de preocupação, meu parto era pra ser parto normal, só que a médica pediu para outras médicas pra subirem eu pro 3 andar urgente pra fazer uma cesárea que tinha alguma coisa estranha.  Nossa naquele momento que eu entrei na sala da cesariana eu chorei de tanta felicidade que em poucos minutos eu ia pegar o meu bebezinho, ia ver o rostinho dele. Eles fizeram os procedimentos todos... começaram a fazer minha cesárea rapidamente... Minha mãe sempre do meu lado, aí eu vi que tinha algo estranho, porque minha mãe virou pra mim e disse filha seu filho nasceu, só que ele não chorou porque será?? Aí comecei a chorar de preocupação e minha mãe saiu da sala e começou a chorar desesperada...
Aí chegou uma médica do meu lado e veio me dar a notícia que meu filho não tinha resistido, pois o cordão umbilical estava com 2 voltas enrolado no pescoço dele e estava com um nó bastante apertado...

NOSSA SABE AGORA JÁ SE FAZ 4 MESES QUE O MEU PEDRO AUGUSTO VIROU UM ANJINHOO..UMA DOR QUE SÓ MÃE.


sábado, 5 de janeiro de 2013

Homenagem da mamãe Dayana e do papai Jeferson para sua anjinha Luna Evellyn



Olá Cecylia tudo bem? Espero que sim!
Me chamo Dayana e tenho 25 anos estou noiva há um ano e venho aqui para contar minha história!

Em dezembro de 2011 descobri que estava grávida, não acreditei quando o médico me disse fiquei muito assustada minhas pernas começaram a tremer liguei para meu noivo imediatamente e contei para ele. Ele não quis acreditar achando que eu estava brincando com ele, mas eu disse que era verdade. A médica me passou um pedido de ultrassom pra fazer, chegando em casa liguei para uma clínica e marquei no dia 27/12, fiz o ultrassom, descobri que estava de 2 meses fiquei super alegre, nunca pude imaginar que algum dia em minha vida ficaria grávida. Quando foi em fevereiro decidi fazer outro ultrassom, foi quando o médico me disse que era uma menina meu noivo ficou louco, sorrindo, seus olhos se encheram de lágrimas ele ficou muito feliz, cheguei em casa liguei para minha mãe e ela ficou muito contente quando contei. Foi muito difícil de escolhermos o nome dela, mas enfim chegamos em um, minha mãe escolheu e meu noivo escolheu outro ela ia se chamar LUNA EVELLYN minha linda princesa, assim o tempo foi passando minha gravidez foi super tranquila, mas enjoei bastante não precisei de tomar nenhum remédio muito menos sulfato ferroso como é de costume. Comecei a me sentir mal quando fiz 37 semanas fui à médica e disse a ela, mas ela disse que era normal que o bebe estava crescendo e que logo isso iria passar, assim o tempo passava ela era muito preguiçosa, pois não gosta de se mexer, mexia quando ouvia a voz do meu irmão e quando conversava com ela e principalmente a noite quando ia conversar com o pai dela! Assim foi se passando o tempo tranquilo estava tudo normal, assim cheguei nas minhas 40 semanas fui na médica e pedi para ela se ela podia me dar um pedido para fazer cesárea pois já estava muito cansada e inchada ela me disse que não ia me dar, pois não podia que se eu quisesse poderia ir a um hospital todos os dias assim o médico que estivesse lá poderia cansar de olhar para minha cara e assim me daria um pedido cesárea. Sai de lá muito brava pedi para falar com a gerente do posto falei com ela, xinguei, briguei fui embora muito brava, chegando em casa liguei para meu noivo e ele ficou muito bravo com isso, ai decidimos procurar outro médico quando chegou na sexta-feira comecei a passar mal e eu e minha mãe fomos para o hospital chegando lá a médica tirou minha pressão e ela estava alta ela me disse  que depois de uma hora ela voltaria e tiraria novamente que se ela não estivesse baixa ela iria me internar para induzir meu parto, assim se foi ela voltou e não tinha abaixado ela já me internou e assim liguei para meu noivo e ele veio correndo, assim começou minha batalha eles começaram a induzir meu parto introduziram um comprimido chamado "nizo" e ela me disse que 4 em 4 horas aplicaria mais um. Assim foi passando o tempo eles aplicaram cinco comprimidos e eu não dilatava estava com 1 centímetro de dilatação, pedi ao médico para fazer um Cesária e ele me disse que estava muito nova pra fazer, disse a ela que se eles não fizessem algo para me ajudar iria embora do hospital e procuraria outro lugar para atendimento, assim foi sai de lá e fui para outra maternidade o Odete Valadares chegando lá fiquei internada de sábado para domingo, quando amanheceu o dia uma médica veio e me falou que iria descolar minha placenta e que me daria alta pois não justificava eu ficar ali assim. Ela me deu alta cheguei em casa sentindo muitas dores mas ela me disse para voltar na segunda-feira não me senti bem a noite toda não dormi fiquei a noite toda sentada no sofá sentindo dores muitos fortes e estava escorrendo um líquido que tinha cheiro de xixi, não achei que seria minha bolsa. Na segunda-feira de manha minha mãe ligou para meu tio e ele me levou para o hospital chegando lá meu tio foi correndo vê se tinha médicos para atender, o porteiro disse que estava lotado aí ele decidiu me levar para o Hospital da Clínicas chegando lá eles me internaram e me disseram que iriam induzir meu parto novamente pedi para fazerem uma cesárea e eles me disseram que estava muito nova para fazer. Quando foi 15:00 horas eles fizeram um ultrassom e me disseram que meu líquido estava diminuído mas que não precisava me preocupar, pois tinha líquido o suficiente para o bebe. E assim foi quando foi às 17:00 horas eles me colocaram no soro e falaram que assim que acabasse era para avisar para eles trocarem foram um, dois, três e eu não dilatava continuava com 2 centímetros de dilatação, uma enfermeira veio e me disse para ir para o banho e deixar água quente cair nas minha coluna que assim melhoraria um pouco e assim foi. A todo momento eles vinham e escutavam o coração dela, foi quando pedi a enfermeira para novamente para ir para o banho assim que cheguei lá senti uma dor enorme na barriga sai do banheiro e pedi para minha mãe chamar a médica ela demorou a vir e eu fiquei ali comecei a chorar e a gritar ai sim a médica veio correndo assim que ela chegou pediu para mostrar onde era melhor para escutar o coração dela mostrei a ela, e ela não consegui escutar disse que poderia ser o aparelho dela que pediria para outro médico para vir escutar, o outro médico veio e não conseguiram escutar comecei a achar alguma coisa errada e veio outro médico minha mãe começou a perguntar o que estava acontecendo e eles me levaram para fazer um outro ultrassom estava  eu, minha mãe e cinco médicos dentro da sala. O médico virou para mim e me disse infelizmente não temos uma boa notícia para te dar comecei a chorar e eles me pediram para ficar calma, mas eu só chorava, arranquei todas as agulhas que estavam no meu braço pequei uma cadeira e joguei na porta, a médica veio me segurar comecei a gritar com ela para ela tirar a mão de mim fiquei louca lá minha vontade era pular de lá, de onde eu estava, era morrer pois estava doendo demais meu coração estava doendo, foi quando tive que telefonar para o meu noivo JEFERSON para contar o que tinha acontecido quando ele atendeu o telefone foi logo preguntado se ela já tinha nascido não conseguia falar nada só chorava pedi a ele que viesse correndo, depois de algum tempo ele chegou abracei ele e só chorava e contei o que aconteceu ele ficou louco queria bater nos médicos e eu tentando segurar ele. Depois que ele me viu sentada no chão chorando ele veio correndo e me abraçou, depois de algum tempo veio uma médica e me disse que iria me levar para o bloco cirúrgico e quem ficaria comigo, ele ficou ele foi trocar de roupa e eu entrei abraçada com ele chorando muito a médica me disse que o médico que iria aplicar a anestesia em mim estava descendo, achei que eles até que fim iriam fazer uma cesárea me enganei a médica disse que eu tinha pegado uma infecção e que iriam perder mais uma vida, pois se eles me abrissem ela iria alastrar e eu poderia morrer não quis nem saber queria que aquilo logo acabasse, mas eles não fizeram assim fiquei ali no bloco até na terça-feira, feirado dia 14 de agosto eram exatamente 14:05h quando minha filha amada, minha linda princesa nasceu pesando 2,940kg  e medindo pelo que a médica disse quase 53 centímetros ela era grande e linda. Pedimos que fizesse exame nela assim foi, ainda não sabemos o que aconteceu de verdade a única coisa que sei, foi que DEUS me deu a chance de ser a pessoa mais feliz do mundo enquanto ela estava ao meu lado dentro do meu ventre. Fui muito abençoada por DEUS, pois assim aprendi o que é o verdadeiro amor, um amor incondicional , maravilhoso , infinito que nunca em minha vou deixar de amá-la. Minha linda e maravilhosa filha sempre vai estar dentro do meu coração e que vou amá-la por toda minha vida! Já se fazem 5 messes mas só agora consegui contar para vocês minha historia.

Cecylia gostaria de agradecer o seu blog, o conheci de um jeito inesperável mas foi muito bom ver que não sou a única que existe várias pessoas que sabem o que essas dor que estou falando uma dor que nunca vai passar, mas felizmente vai aliviar um dia. Obrigada por tudo por saber que não estou sozinha nessa situação beijos à toda as mamães do blog.

quarta-feira, 2 de janeiro de 2013

OLHA QUE LINDO EXEMPLO DE AMOR DESSA LEOA. EMOCIONANTE !!!

Seu filhote escorregou no barranco e ela 
imediatamente desceu para socorrê-lo
levando ele para um lugar seguro perto dela.








E TEM ‘‘MÃE’’ SE É QUE PODEMOS DIZER ASSIM
QUE TEVE A CORAGEM DE ABANDONAR
SEU BEBE NO 1º DIA DE 2013.
UM ABSURDO !!!




Essa reportagem foi apresentada
pela TV Record segue abaixo o link
para quem quiser assistir:


segunda-feira, 31 de dezembro de 2012

Em 2013 você pode dizer SIM para a felicidade ou NÃO, a opção é sua.


Hoje terminamos juntas mais um ano, foi um ano de muitas realizações para algumas mães de anjos e de muita tristeza para outras, mas se chegamos até aqui é porque nossos anjos nos fortaleceram, mesmo com todas as dificuldades que a vida nos apresentou aprendemos muito e principalmente crescemos interiormente com as nossas dores.
Vamos acreditar que agora será tudo novo e a nossa vida também, tudo será diferente para melhor, muito melhor porque somos nós que dizemos o SIM ou NÃO em nossas vidas e são estas duas palavrinhas que escrevem o nosso destino. Perdemos nossos anjos sim, a dor é inevitável, mas o sofrimento é opcional, tenho certeza que nossos filhos não querem ver a gente triste, lamentando a partida deles, porque eles estão bem no céu, eles querem que a gente seja feliz, que tenhamos outros filhos para alegrar nosso coração, mesmo que sejam adotivos, nossos anjos jamais serão esquecidos, mas não devemos parar no tempo temos que fazer um 2013 diferente. Muitas das mamães de anjos deste blog que engravidaram novamente em 2012, travaram uma guerra, venceram seus medos, e estão colhendo os frutos de sua determinação, algumas já estão como outro bebezinho no colo, e outros estão a caminho, elas disseram SIM para a vida.


Portanto pensemos bem antes de usar estas palavrinhas de 3 letras.
Você pode dizer SIM para a felicidade ou NÃO, a opção é sua.



Vamos acreditar, vamos ter fé e é claro vamos também fazer por onde para que tudo isso se reverta em muita saúde, paz, felicidade, prosperidade, fraternidade e amor, muito amor para nós nossos filhos, nossos amigos, nossos familiares.
Que as bênçãos de Deus estejam sempre com você e sua família.
Nunca desista de seus sonhos.
São os votos de sua amiga de sempre.
Cecylia

sexta-feira, 28 de dezembro de 2012

Homenagem da mamãe Naiara e do papai Deivissom para sua anjinha Marina


Oi Cecylia tudo bem, eu me chamo Naiara tenho 22 anos sou casada há um ano e meio, e venho aqui para contar a minha história para vocês.
 
Em janeiro do ano 2012 eu descobri que estava grávida no início eu me assustei, pois só tinha 7 meses de casada, mais depois eu fui me acostumando o susto passou e a cada dia minha barriga crescia mais e mais, nossa era só alegria meu marido estava muito feliz e eu também o bebe mexia demais com 3 meses descobrimos que era uma menina fiquei muito feliz demos o nome à ela de Marina, bom os meses foi passando o bebe crescendo a cada dia e a ansiedade de ver ela só aumentava, mal podia esperar para ver o rostinho da minha princesa, minha gestação foi muito tranquila, não tive nenhum problema todos os exames estavam perfeitos, meu bebe era grande forte, em setembro 2012 chegou o grande dia de ver a minha princesa tão amada e esperada por todos da família, bom no dia 06 de setembro ela nasceu linda a cara do pai, nossa quando vi ela pela primeira vez foi uma emoção muito grande a felicidade tomou conta de mim quando ela chegou entendi que ela era tudo de mais valioso que eu tinha, eu era a mulher mais feliz do mundo, meu marido ficou muito feliz ao ver ela pela primeira vez, bom tudo ia bem até que no outro dia descobrimos que ela tinha nascido com uma cardiopatia congênita uma mal formação no coração, que era muito grave e que ela ia precisar de fazer uma cirurgia o mais rápido possível, nesse mesmo dia eu e o meu marido Deivissom fomos lá na U.T.I. ver ela, quando vi ela lá cheia de aparelhos me desesperei, então a médica pediatra veio falar com a gente, ela me disse que o caso era grave que ela corria risco de morrer a qualquer momento porque o que mantinha ela viva era os remédios e que ela não podia ser operada lá, porque lá não fazia cirurgia em crianças cardíacas, então no outro dia transferimos ela para o Hospital Vila da Serra em Nova Lima (MG) eu moro em Belo Horizonte, então fomos na transferência, eu só sabia horar, horar, e clamar a Deus para que protegesse ela, pois a médica tinha dito que a transferência era arriscada e ela podia morrer no meio do caminho, e deu tudo certo ela chegou lá bem sem nenhum problema, bom passou 3 dias e ela foi operada a cirurgia foi um sucesso tinha dado tudo certo, nossa quando o médico nos disse que estava dando tudo certo que ela tinha tudo para se recuperar bem, o medo que morava dentro de mim estava começando a ir embora, eu e meu marido ficamos o tempo todo do lado dela, ela estava se recuperando muito bem na U.T.I., era só elogios para a minha princesa, ela já estava até mamando em mim, era muito bom, teve um dia que eles me ligaram do hospital dizendo que ela estava de alta da U.T.I. e que eu podia levar as minhas coisas para ficar com ela no quarto, ai que felicidade que eu senti quando ouvi a moça me dar essa notícia, liguei para o meu marido e ele ficou feliz e aliviado também de saber que a Marina já estava fora de perigo então fui de mala e tudo buscar meu bebe chegando na U.T.I., o médico me disse que não ia me deixar subir com ela porque estava esperando alguns resultados de exames do coração dela sair para ver se estava tudo certo mesmo, mas que no outro dia a gente ia subir, eu não achei ruim e nem fiquei triste porque queria que meu anjinho fosse embora para casa bem para não precisar voltar mais para a U.T.I.,  mas no outro dia quando chegamos no hospital o médico nos disse que ela tinha um outro problema no coração, esse problema dava arritmia cardíaca no coração, dai pra frente não parou mais, as arritmias era todos os dias, eu não aguentava mais ver o meu bebe ali sofrendo e eu não podia fazer nada para ajuda-lá, se eu pudesse trocaria com ela, então fui até o médico e conversei com ele, e ele me disse que ela estava tomando remédios para parar essas arritmias  e que ela estava em observação e que ela não podia ser operada ainda porque não aguentaria 2 cirurgias tão graves em menos de 2 semanas e que daqui um ano ela ia fazer mais 2 cirurgias, eu me sentia inútil porque via ela sofrendo e não podia ajudar, a não ser dar amor como nós demos e estar do lado dela, eu dizia para todos assim: amor da mamãe Jesus está protegendo você para a mamãe, tá amor, seja forte minha filha a mamãe e o papai está aqui do seu lado, nós te amamos cada minuto. Ela foi muito valiosa, foi muito bom estar com ela, era horrível sair do hospital e deixar ela lá, era muito difícil ir embora sem você. Meu anjo eu ia de coração partido, anjinho afinal de contas um pedaço meu estava lá, minha joia rara, mas eu tinha que ser forte para cuidar dela e fui muito forte, eu e o Deivissom lutamos até o último minuto por ela. Em uma sexta feira e eu e o Deivissom fomos visitá-la como todos os dias, quando chegamos lá que susto ela estava sem roupinha no bercinho aquecido tomado mais remédios com o oxigênio ligado, ela já não estava bem, então perguntei para a enfermeira o que aconteceu com a Marina???  Porque ela está assim?? E ela me disse assim: o médico já vem falar com vocês, quando ouvi isso minhas pernas bambearam todinha, senti uma fraqueza e um medo muito grande, então o médico disse olha, ela teve arritmia de novo, estamos esperando o efeito dos remédios, então eu só sabia pedir a Deus para proteger ela, pois não queria ficar sem meu bebe, nesse dia eu aproveitei muito às horas com ela, beijei-a, abracei-a, cuidei dela, mal sabia que era a última vez que pegava minha filha viva, que era a última vez que estava vendo aqueles olhinhos inocentes, fui para casa arrasada, pois sabia que meu bebe não estava bem, mas não imaginava que ela ia partir, eu sempre acreditei na melhora do meu bebe, quando foi de madrugada meu pai me chamou e me disse: filha vamos no hospital eles ligaram a Marina teve arritmia de novo os batimentos subiram muito, eu me desesperei não sabia o que pensar, não queria pensar no pior, então fomos eu, meu pai e meu marido quando chegamos lá a médica me disse olha mãezinha ela está muito mal, o cirurgião está aí, ela está sendo operada agora, estão colocando o marca passo nela, é a última chance dela, nessa hora o meu chão desabou, meu marido se desesperou e começou a chorar, foi a primeira vez que vi ele chorando, eu horava, horava e implorava para Deus salvar, ela e o meu pai só choravam, é uma sensação horrível, você ver o seu bebe morrendo e não poder fazer nada, então o médico veio e me disse: infelizmente ela não resistiu, não reagiu a nenhum remédio, nem ao marca passo, e nem a massagem que fizemos no coração, eu entrei em choque não sabia o que fazer, meu mundo caiu, então eu disse eu quero ver minha filha, e eles nos levaram até ela, eu peguei nela, beijei abracei, eu não queria acreditar que era verdade, eu queria ela viva, as enfermeiras começaram a chorar junto comigo, porque todas já estavam apegadas com ela. Quando a Marina morreu um pedaço meu morreu também, me sinto morta por dentro, a vida não tem mais sentido sem ela, hoje convivo com um vazio muito grande dentro de mim, mas sei que Deus não se esqueceu de mim, hoje eu entendo que Ele fez o melhor para o meu anjo, pois Ele não queria ver ela sofrendo, hoje sei que ela está em um bom lugar.

Marina um anjo iluminado que veio na minha vida para me mostrar a força do amor, um amor eterno e que me trouxe sentimentos inexplicáveis. O meu anjo que saudades que a mamãe está de você, como a mamãe queria que você tivesse aqui, mas sei que o papai do céu levou você porque você não merece sofrer... A mamãe e o papai te amam meu amor obrigada por ter feito parte da minha vida, obrigada pelos maravilhosos 16 dias que você passou com a mamãe e o papai, você sempre vai estar no meu coração princesa da mamãe, anjo lindo da mamãe te amo para sempre.

Cecylia quero te agradecer pelo seu blog, nele encontrei forças para continuar, percebi que não estou sozinha nessa caminhada, que não vale a pena desistir, que devemos sempre acreditar, bom eu e meu marido queremos outro bebe não para substituir a Marina, mas sim para me dar novas alegrias e quando isso acontecer quero contar para vocês porque sei como é importante essa histórias de vitórias,  porque foi muito importante para mim, para me dar coragem para engravidar novamente muito obrigada pelo seu blog.

Homenagem da mamãe Juliana e do papai Eduardo para sua anjinha Ludymila


Olá Cecília, primeiramente gostaria de agradecer por esta oportunidade de compartilhar minha história com outras mães que perderam seus bebês, e em como seu site tem me ajudado a superar a dor de ter perdido minha gatinha.
Bom vou começar a minha história...
Em janeiro de 2012 descobri que estava grávida, parecia mentira não queria acreditar tamanha a minha felicidade, havia me casado a pouco mais de um mês e nem tão cedo pensei que iria engravidar, a felicidade foi total, dentro de mim sentia que era uma menininha e essa convicção se confirmou no ultrassom que fiz quando tinha completado cinco meses de gestação, tudo estava correndo perfeitamente bem, minha saúde estava mais forte do que nunca, tenho crises de bronquite e por incrível que pareça não tive nenhuma em minha gravidez, o nome já estava escolhido Ludymila Maria, fui muito paparicada por todos, sou professora e na escola onde trabalho a festa era geral sempre fui tratada com muito carinho por todos. Os meses foram se passando e com 39 semanas e 5 dias minha bolsa estourou dentro de casa às duas e meia da manhã, liguei para o meu marido que veio imediatamente, minha mãe e meu irmão também me acompanharam até o hospital chegando até lá me colocaram no soro e passadas 7 horas como só tinha dois dedos de dilatação tomei soro para induzir o parto, no total foram 19 horas em trabalho de parto, aquelas contrações que não tinha ideia de tanta dor até porque  a Ludymila foi minha primeira filha, às 10:15 da noite minha filha veio ao mundo, com quatro quilos e duzentos e 52 centímetros ai que felicidade!!!!!!!!!! Meu marido parecia um bobo ela era a cara dele, fomos para casa e depois de quase um mês notamos que ela chorava demais e queria ficar no peito o dia inteiro, eu e meu marido fizemos um convênio para ela o pediatra pediu um raio x e disse que ela estava com cólica e catarrinho no peito passou uns medicamentos e voltamos pra casa, passados dois dias minha bebê amanheceu com conjuntivite levamos novamente ao médico e este passou um colírio, notava que minha bebê não estava melhorando e via que sua respiração estava bem difícil, bem ao total levamos a bebê em 5 pediatras diferentes e neste transcorrer começaram a aparecer algumas manchinhas roxas no seu corpo, e pintinhas vermelhinhas no seu rosto, comecei a me preocupar e como os outros diagnósticos dos médicos não estavam me convencendo decidi levá-la novamente ao médico. Meu marido tinha ido trabalhar e meu irmão me levou até o hospital da Vila Mariana, já era tarde da noite, a médica uma grossa mal deixava eu falar, pediu alguns exames para a neném incluindo sangue e urina, e após três horas de espera uma outra médica me atende e com muito jeito me diz: "mãe pelos níveis das hemácias e das plaquetas tudo indica que sua filha tem leucemia", - O que?! eu disse inconformada, como uma bebê de um mês ter leucemia? Meu Deus o que eu fiz para merecer isso? E aí fui encaminhada para Santa Casa de Misericórdia de Santa Cecília urgente, saí do hospital aos prantos liguei para o meu marido e ele não conseguiu acreditar no que estava ouvindo, chegamos até o hospital e automaticamente os médicos queriam encontrar um porque da minha filha ter essa doença, contei a eles por diversas vezes que minha gestação havia corrido tudo bem e que tinha me cuidado no pré-natal. Minha filha foi pra UTI direto e eu só conseguia chorar, toda hora vinham tirar o sangue dela e isso me deixava cada vez mais desesperada, logo entrou uma médica que estava naquele plantão e me falou: "Mãe você está consciente que sua filha tem leucemia e que seu estado é grave, hoje faremos dois procedimentos agressivos que serão necessários, colocaremos um cateter e faremos uma transfusão de sangue como os aparelhos são para crianças acima de dois anos teremos que ter o máximo de cuidado, eu só conseguia chorar, meu marido chegou e eu fui embora tomar um banho e descansar. A tarde fizeram os procedimentos e foi um sucesso suas hemácia tinham caído, o que para os médicos era bom e ela estava até coradinha, no outro dia ficaram de fazer o mielograma que é um exame que tira um líquido da medula para ver qual era  o tipo de leucemia que minha filha tinha só que o estado da minha bebê começou a piorar sua frequência cardíaca começou a baixar, seus rins começaram a ficar comprometidos e as hemácias haviam subido novamente, e tome adrenalina, remédio para febre e uma quantidade enorme de medicamentos, me desesperei novamente falei pra médica que preferia que Deus a levasse do que vê-la daquele jeito, a médica me aconselhou a ir pra casa descansar, minha tia ficou no hospital pra mim até o outro dia, no dia 15 de outubro decidi ir com meu marido para o hospital, pois na UTI só pode ficar uma pessoa, disse para ele que iria procurar um padre para batizar nossa bebê, conversei com a médica e ela autorizou já que no hospital tem uma igreja, o padre batizou nossa princesa, foi uma cerimônia simples lá dentro da UTI porém eu creio que Deus estava presente lá, pois sentia muita paz no meu coração. Após o batizado as médicas já entraram com as bolsinhas de sangue para fazer outra transfusão na neném pedi a elas se poderia fazer uma oração antes delas iniciarem, então segurei no pezinho da minha filha e falei "Senhor seja feita a vossa vontade, se for pra minha filha ficar sofrendo que o Senhor a leve" e assim se fez após três paradas cardíacas depois de 40 minutos do batizado minha linda já estava junto de Deus. A médica com lágrimas nos olhos veio me abraçar e eu permaneci firme, pois senti que minha filha estava livre desse sofrimento. Fizemos o velório dela e tive o carinho e apoio de muitas pessoas especialmente das escolas onde trabalhei. Já se fazem quase 3 meses que tudo aconteceu, sei que Deus tudo sabe, Deus é puro amor e sabedoria nós é que não entendemos e muitas vezes nos revoltamos. Bem espero que meu depoimento sirva de consolo às muitas mães que passaram por isso e digo que sejam fortes porque Deus tem coisas muito boas reservadas para nós.
Filha mamãe e papai vão te amar para sempre, você sempre será a nossa estrelinha, linda, Te amaremos eternamente.

quarta-feira, 26 de dezembro de 2012

Homenagem da mamãe Edna para seu anjo Enzzo



Olá, me chamo Edna, tenho 23 anos e sou casada há 1 ano e 7 meses.
De fevereiro para março desse ano (2012) aconteceu a tão esperada gravidez, sempre quis ser mãe, e tinha chegado a hora!
Fiquei sabendo no trabalho, fiz exame antes de ir para a loja, e na hora do almoço fui pegar o tão esperado resultado, quando vi, não acreditei.
Cheguei mostrei para todas as meninas do trabalho, pois eu mesma não estava acreditando. Esperei chegar em casa para contar ao meu esposo, e meus pais.
Comprei um sapatinho, e quando cheguei, não falei nada, apenas mostrei os sapatinhos para meu esposo, e ele ficou tão feliz, que lágrimas correram em nossos olhos, e assim foi com minha mãe, ficou tão surpresa, que não conseguiu nem falar! risos
Ficamos todos muito ansiosos, eu, meu marido, meus pais, era nosso primeiro filho.
Quando eu estava com 3 para 4 meses, tinha certeza absoluta de que seria um menino, e comprei um casaquinho azul; Todos diziam: "é menina, é menina"
e eu tinha certeza de que era meu tão esperado ENZZO.
Dito e feito! Dias depois, bati a ultra, e confirmei minhas suspeitas, era um menino!
De lá pra cá, era só Enzzo, tudo que eu via comprava era para ele, e já até ficava imaginando como seria o rostinho dele, se ele seria carequinha ou cabeludo.
Em setembro tive um pequeno sangramento, após a relação sexual (embora meu marido e eu tivéssemos sido bem cautelosos), fui ao hospital, me examinaram, e disseram estar tudo bem, alegando que o sangramento havia acontecido por causa da relação, e que era normal (tudo para eles é normal).
Uma semana depois, aconteceu a mesma coisa, e pelo mesmo motivo, só que com mais quantidade, fui correndo fazer uma ultra, expliquei para a médica e ela pediu para que eu bebesse bastante água para ver o útero, e assim fiz. Enquanto eu esperava com aquela "aflição" vi uma mulher chorando ao sair da sala, fiquei assustada e ainda mais aflita, quando a ouvi falar ao telefone: "pai, meu bebe esta morto na minha barriga!" Meu coração quase foi a mil, sorte a minha, ter minha mãe, que estava sempre ali ao meu lado, me acalmando. Bebi bastante água, e entrei para fazer o exame.
E a médica disse: "esta tudo bem, aparentemente esta tudo bem" então, fui novamente ao hospital, fui examinada e liberada.
No começo de novembro novamente o sangramento, porém não era, mas pelo mesmo motivo. Sai do trabalho, liguei para meu esposo e fui correndo para o hospital, e para surpresa de todos fiquei internada, pois não sabiam o motivo do sangramento.
Fiquei do dia 8 de novembro até dia 12, quando após muito soro na veia, e dor abdominal, decidiram fazer uma cesárea de emergência, sempre perguntando aos médicos o que estava acontecendo comigo, e sempre sem respostas.
Fui para a sala de cirurgia, chegando lá, a anestesista muito arrogante, me chamava a atenção o tempo todo.
Dizia: "nossa quanta inexperiência" como se eu já tivesse tido mil filhos; pois eu não conseguia relaxar, para tomar a anestesia.
E ali fiquei calada, engolindo tudo a seco. Claro, estava nas mãos delas, e nada podia fazer ou falar.
Enfim, quando vi meu filhote, não queria saber de mais nada, nada que elas falavam não me importava mais...
Ele nasceu dia 12/11 às 15h44, com 47 cm e 2,5 kg de uma gestação de 33 semanas (7 meses).
Subimos para o quarto, e fiquei com meu filhotinho e minha mãe sempre ali, me ajudando.
Tive alta na quarta feira dia 14/11,e descobri que tive 50% de descolamento de placenta, e duas circulares de pescoço. E permaneci no hospital, porque meu bebe era prematuro; Ele não conseguia mamar, e eles apertavam meu peito, diziam ter leite, mas o problema era meu bebe, era muito pequenino, a boquinha minúscula, e não conseguia mamar, chorava de fome, quando pedi a pediatra leite, elas começaram a mandar, porém, para minha surpresa o leite não era materno, nunca vi hospital com banco de leite, sem leite!
Enfim, aquela quantidade de 20 ml de 3 em 3 h, porém não era o suficiente para manter a glicose dele alta, a mais alta que chegou era 56.
Quando foi dia 15/11, todos tinham ido o visitar, coisa que não havia acontecido nos outros dias, só quem ia era minha mãe e meu esposo (todos os dias).
A noite, eu fiquei inquieta com ele, às 3:33h aproximadamente ele começou a chorar de fome, desesperada fui pedir ajuda para dar de mamar a ele, e recebi orientações do médico e enfermeira que lá estavam, e finalmente depois de muitas tentativas, consegui e aprendi a amamentar meu filho, liguei para meu esposo e contei a novidade. Quando foi 5:00h peguei ele para dar mamar, e percebi que ele estava "molinho" falei com a enfermeira, e fui para o corredor do hospital, quando reparei que ele estava todo amarelinho da cabeça aos pés,(o quarto escuro não dava para ver) sai correndo desesperada com eles nos braços, não tinha nenhum médico, depois de alguns minutos, tiraram ele do meu colo, e foram atrás da pediatra, e eu fui junto. Mas, não me deixaram entrar, me tiraram de lá, e pediram para eu esperar. Fiquei em frente a UTI neonatal, olhando e procurando ele, e o tempo todo em conexão com Deus, orando e pedindo para que eu não me abandonasse.
Fiquei esperando notícias do meu filho, na recepção mesmo, não conseguia me levantar, pois estava muito nervosa. Quando veio a enfermeira, e "acariciando minhas costas" olhou para mim...e rapidamente percebi que havia perdido meu filho, ela não precisou falar nada; Senti o mundo desabar em minha cabeça, porque Deus?
Era o que eu perguntava, tive uma gravidez perfeita, nem enjoos senti. Porque ele se foi?....
Liguei para meu esposo, que nem falar conseguiu, em seguida, com muita calma liguei para minha mãe (fiquei com medo dela passar mal, pois tem gastrite, não pode ficar nervosa).
Senti vontade de me jogar de lá mesmo, e acabar logo com aquela angústia, mas como mencionei antes, estava o tempo todo orando, e Deus me impediu de fazer tamanha besteira.
Sai do hospital na manhazinha do dia 16/11 com meu esposo, e meus pais, e pior, sem meu tão esperado filho. 

Meu filho veio só para conhecermos, nasceu dia 12/11 e se foi dia 16/11.
Estará sempre em nossos corações.
Nosso "bulaxinha".

.......Não estou com medo de uma nova gestação, muito pelo contrário, é o que mais quero no momento, mas tenho que esperar, pois fiz Cesárea.

Um beijo, a todas mamães de anjos.
Cecylia seu blog chegou no momento em que eu mais precisava.
Obrigada